O conselheiro Lula podia ter contado como foi em 2002

A presidente eleita disse que até dia 15 de dezembro apresentará o ministério. E que fará anúncios fatiados. Na primeira fatia viriam os nomes da equipe econômica (Fazenda e Banco Central).

Bastidores: Rui Nogueira, O Estado de S.Paulo

20 Novembro 2010 | 00h00

O conselheiro Luiz Inácio Lula da Silva sugeriu, para um bom começo, manter a atual equipe. Mas, ao dar por escolhido o nome de Guido Mantega para a Fazenda, Dilma botou Henrique Meirelles no limbo. Fosse ou não o nome de Meirelles o escolhido, a dupla deveria ser o parâmetro do primeiro anúncio. Dilma errou.

Meirelles esperava que a presidente eleita seguisse, ao menos, o padrão de abordagem feito por Lula, em 2002. Naquela época, em Nova York, Meirelles disse ao enviado de Lula que precisaria de "autonomia" para decidir e "liberdade para escolher a equipe". Lula deixou claro, depois, que só não valia falar em "independência institucional".

Despropósitos à parte - como a história do mandato-tampão -, está claro que a presidente Dilma quer do BC menos juros, mais dinheiro e solidariedade com a frouxidão fiscal em curso. Assim a conta não fecha.

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