O corpo do empresário Caio de Alcântara Machado está liberado

O corpo do empresário Caio de Alcântara Machado, que fora removido para o Instituto Médico Legal para realização de exames para a constatação da causa mortis, foi liberado hoje pela juíza Ivana David Boriero, do Departamento de Inquéritos Policiais (Dipo). Alcântara Machado, que morreu aos 77 anos de parada cardíaca, na madrugada do dia 20 em São Paulo, foi necropsiado por causa da suspeita de envenenamento, levantada pelos filhos, Luiz Augusto e Eduardo de Alcântara Machado.A liberação ocorreu antes do prazo de 15 dias, que se esgotaria a 5 de setembro - dado pela juíza para que os peritos do IML colhessem materiais necessários para exames toxicológicos e anatomopatológicos (verificação de eventuais alterações nas estruturas do organismo em decorrência de moléstia). Como a tarefa foi apressada, não mais se justifica a permanência do corpo no IML.Os peritos entregarão o laudo no prazo de 10 dias. A peça será anexada ao inquérito em andamento, no 4º Distrito Policial,rotulado de ?morte a esclarecer?. Dada a existência de investigação policial, o corpo só poderá ser cremado com a autorização da juíza do Dipo, a pedido da família pois Caio não deixou qualquer disposição expressa de vontade naquele sentido.Apesar da ausência dessa formalidade, o corpo só não foi cremado em Vila Alpina, na manhã do dia 21, face a interferência da juíza. Ela concedeu liminar numa ação cautelar proposta pelos filhos do empresário, para impedir a cremação antes da coleta de materiais para exame. Os filhos juntaram ao processo relatório assinado pelo médico Alexandre Eduardo Nowil, indicando suspeita de ?intoxicação exógena?. Os filhos dizem suspeitar que o suposto envenenamento teria ocorrido na casa de Adelina Silveira, companheira do empresário, na Serra da Cantareira, com a qual ele teve uma filha, Ana Pereira de Alcântara Machado. Após velório na Assembléia Legislativa, o corpo havia sido levado ao crematório de Vila Alpina. Caio era casado com Maria Cecília, e o casal teve quatro filhos.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.