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O ''emo que choca'' do Jardim de Dilma

Frases da presidente na TV viram hit na internet

Iuri Pitta, O Estado de S.Paulo

13 de setembro de 2011 | 00h00

A presidente Dilma Rousseff mostrou aos espectadores do Fantástico, no domingo, um pouco da rotina "caseira" no Palácio do Alvorada e rebateu a fama de "durona" ao ser questionada pela jornalista Patrícia Poeta. Sem querer, tornou-se autora de piadas disseminadas ontem pelas redes sociais. Do "emo que choca" ao exemplo do "toma lá dá cá", a entrevista deu o que falar - e rir.

E as piadas são ecléticas. Os mais politizados preferiram satirizar a resposta da presidente Dilma ao ser questionada pela apresentadora sobre o "toma lá dá cá cada vez mais sem cerimônia das bancadas". A presidente foi séria ao afirmar: "Você me dá um exemplo do "dá cá" que eu te explico o "toma lá"", para depois dizer que estava "brincando" com Patrícia Poeta. Esse trecho da entrevista foi parar no YouTube e foi compartilhado via Facebook.

Outros ficaram intrigados com a "crítica musical" embutida na observação de Dilma sobre as emas do Alvorada. Os jardins da residência oficial são habitados pelas aves que, segundo a presidente, fazem a alegria do neto. "A primeira palavra que eu acho que ele falou é ema", contou a avó de Gabriel. Depois que Patrícia Poeta informou que "o Palácio hospeda hoje outros nove bebês", referindo-se a filhotes de ema, Dilma explicou: "É o emo que choca".

"Frase do ano", tuitou o blogueiro de TV Alexandre Rocha. "Provavelmente ouvindo Restart ou NXZero....", emendou o engenheiro catarinense João Oneda, pelo Twitter. O usuário neozeitgeist "explicou": "A frase referia-se ao fato de esse tipo de roqueiro sensível e maquiado morar no jardim do Alvorada".

À parte as provocações aos emos - fãs de um tipo de rock que mistura de guitarras distorcidas a letras confessionais e melancólicas -, Dilma está certa: no caso das emas, é o macho quem constrói o ninho e choca os ovos. No dicionário, "ema" é substantivo feminino. Mas, numa entrevista em clima mais leve, "o emo que choca" surge como uma divertida licença poética.

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