O julgamento que todos esperam

O promotor Cembranelli e o defensor Levorin estarão de lados opostos no tribunal

O Estadao de S.Paulo

18 de maio de 2008 | 00h00

Depois que o ministro Napoleão Nunes Maia Filho, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), indeferiu, na noite de anteontem, o pedido de habeas-corpus da defesa do casal, cresceu ainda mais a possibilidade de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá ficarem presos até o julgamento do crime. E o pacote de segurança recém-aprovado pela Câmara dos Deputados também aumentou as chances de os dois serem julgados ainda neste ano, desde que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancione, em breve, os projetos que aceleram os processos judiciais, principalmente os que cabem aos Tribunais do Júri. A definição jurídica sobre quem matou Isabella - a menina cujo sorriso assombra o Brasil, nas palavras do jornal francês Le Monde - caberá a sete jurados. Eles serão diretamente influenciados pela atuação de dois advogados que chamam a atenção pelo rigor com que defendem suas convicções: Francisco Cembranelli e Marco Polo Levorin, respectivamente o promotor e o principal defensor do casal.Casados, os dois vêm sacrificando a rotina nesse caso. Cembranelli mal teve tempo de ficar com a família, enquanto preparava seu endosso ao pedido de prisão preventiva de Alexandre e Anna Carolina. Já Levorin fez uma promessa à mulher: abandonará a defesa se tiver certeza de que seus clientes são culpados. Confira ao lado os perfis dos dois advogados.

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