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O perigo da reação

O maior perigo do Krav Magá é o praticante sair por aí imaginando que vai desarmar assaltantes, dizem especialistas. Mesmo faixas pretas como Isabel de Lourdes de Jesus, 33 anos, praticante de caratê desde os oito anos, não aconselham a reação em uma situação de risco. O certo para Isabel é "não esboçar nenhuma reação, pois você não sabe o que o ladrão pode fazer". Ela ressalta que nessas circunstâncias "os dois (bandido e vítima) estão nervosos", o que aumenta o perigo de um desastre.O mesmo pensa Jorge Luiz Santos, 36 anos, também faixa preta de caratê. Segundo ele "(em um assalto) o ladrão está com mais medo do que você". Para Santos, o mais sábio a se fazer nessa hora é "tentar manter a calma". Já Antenor Magno, faixa preta de Judô, ressalta: "As pessoas procuram (as lutas) para terem um pouco mais de confiança - porém com pouco ou nenhuma eficiência. Seria como ter uma arma de fogo em casa: em que situação eu poderia usá-la com segurança?"O 1º Tenente da Polícia Militar (PM) Michel Moreno Ferreira alerta para o perigo de uma reação em uma situação de risco. "No momento da agressão não há como determinar efetivamente qual é o grau de risco. Não há como determinar o número de pessoas envolvidas. A condição de sucesso é muito pequena."Ferreira, faixa preta de kempo (combinação de caratê, judô e jiu-jítsu), marrom de jiu-jítsu e vermelha de hap ki do, afirma que a pessoa, em uma situação de assalto, "deve permanecer calma e entregar o mais rápido possível o objeto desejado".

Agencia Estado,

05 de maio de 2006 | 10h50

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