O policial que ensina a meditar

O policial civil André Pereira dos Santos, de 50 anos, vive sob fogo cruzado há três décadas - até 2004, no Grupo Armado de Repressão a Roubos e, atualmente, no Grupo Especial de Resgate. Hoje, deixa de lado as armas por alguns minutos, todos os dias, para meditar. Além de autocontrole, a prática mudou sua visão de mundo. E a bandidagem passou a ser vista por ele como uma "distorção do amor". "O ódio é uma distorção e precisa ser trabalhado na recuperação dos presos", diz o policial, que já viu muito colega morrer, foi baleado e atirou contra bandidos. "Acredito no destino e na imortalidade da alma." Instrutor de meditação formado pela Arte de Viver, Santos quer levar o curso para a polícia e defende que seja parte do currículo das escolas de formação.

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