''O problema é a Anhangüera ser sempre cheia de caminhão''

Apesar de iniciativas, interior não se livra de gargalos

Tatiana Fávaro, Simone Menochi, Rejane Lima e José Maria Tomazela, O Estadao de S.Paulo

04 de novembro de 2008 | 00h00

O consultor Luís Carlos Casarin já ficou meia hora parado, entre 7h30 e 8 horas, no acesso de Jundiaí (a 60 quilômetros de São Paulo) à Rodovia Anhangüera, no km 62, no trevo Jundiaí-Itatiba. "O problema é a Anhangüera estar sempre lotada de caminhões", disse ele, que visita 30 municípios com acessos pelas Rodovias Anhangüera, Bandeirantes e Dom Pedro I. O empresário Roberto Santos viaja quatro vezes por semana e diz que os principais gargalos são a entrada da capital, pela Rodovia dos Bandeirantes, e o acesso a Sumaré, no km 115 da Anhangüera. "Às vezes tenho de dar a maior volta: para ir de Jundiaí a Ribeirão Preto tem de passar por Campinas." Na Baixada Santista, um dos gargalos mais críticos está em São Vicente, onde a Rodovia dos Imigrantes corta a área urbana do município. Ali, uma seqüência de semáforos paralisa a via nos dias de tráfego intenso.Um projeto de R$ 55 milhões, com a construção de viadutos, foi entregue à Secretaria Estadual de Transportes em janeiro. Segundo a prefeitura, o convênio entre a concessionária Ecovias e o governo do Estado, que vai custear a obra, não foi firmado ainda, por causa do impedimento legal do período de eleições.Na Dutra, que liga a capital ao Rio, o maior movimento é no trecho da Grande São Paulo, onde trafegam 220 mil veículos por dia. Outro gargalo fica no Vale do Paraíba, entre Caçapava e Jacareí - numa extensão de 30 km, passam 80 mil veículos. Nos fins de semana há aumento no fluxo de ônibus de romeiros com destino a Aparecida. A concessionária Nova Dutra costuma indicar nos painéis a saída do km 171 para acesso à cidade, por suportar maior fluxo. Mesmo assim, gargalos são inevitáveis. Segundo a Assessoria de Imprensa da Secretaria Municipal de Transportes de São José dos Campos, grande parte dos 270 mil veículos da cidade utiliza a Dutra como ligação entre bairros. Para minimizar o problema, estão previstas "a construção de vias, interligações com Dutra, Tamoios e Carvalho Pinto, duplicações de avenidas e um viaduto". Em setembro foi entregue uma marginal entre o km 143 e o km 145. A obra foi iniciativa da Refinaria do Vale do Paraíba (Revap) em contrapartida à ampliação da unidade, que levará a um aumento do tráfego de caminhões.Na Régis Bittencourt, que liga São Paulo ao Sul do País, os motoristas devem continuar a enfrentar congestionamentos até 2012, prazo para duplicação dos 30,5 km entre Juquitiba e Miracatu, na Serra do Cafezal. O trecho, único de pista simples até Curitiba, é um gargalo por causa do afunilamento da rodovia - a lentidão chega a atingir 90 km. A concessionária Autopista informou ter feito melhorias para reduzir congestionamentos. A Régis ainda tem pontos críticos na Serra do Azeite, em Barra do Turvo, sujeitos à queda de barreiras.

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