"O que é meu é meu, doutor", diz seqüestrador a delegado

A prisão de Anderson Manzini, de 25anos, desmantelou a principal quadrilha de seqüestradores doEstado, que era liderada por Wanderson Nilton de Paula Lima, oAndinho.A afirmação foi feita nesta quarta-feira pelo diretor do Departamentode Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) de São Paulo,Godofredo Bittencourt Filho. A quadrilha era formada por setebandidos. Três foram mortos e quatro estão presos.Manzini confessou ao delegado Carlos Eduardo Duarte deCarvalho, da 1ª Delegacia de Roubos e Extorsões do Deic, aparticipação em nove seqüestros na região de Campinas.Segundo odiretor do Deic, o bandido detalhou os crimes de formatranqüila. "O que é meu é meu, doutor", disse o criminoso. Apolícia procura outras duas pessoas que participaram de ações dogrupo, mas não as considera tão perigosas.Além dos seqüestros praticados desde novembro, quandofugiu da Penitenciária do Estado, Manzini participou de 16roubos, 4 resgates e 4 assassinatos. Ele também foi resgatado dacadeia duas vezes. "O Andinho chorou no depoimento. Ele (Manzini)sorriuo tempo todo", disse Bittencourt Filho.Manzini começou no crime aos 16 anos. O pai dele, queera dono de uma distribuidora de carnes, em Itaquaquecetuba, nãoquis lhe dar uma moto. O bandido resolveu o problema roubandouma. Foram mortos pela polícia três integrantes da quadrilha e,além de Manzini e Andinho, dois estão presos.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.