''O que houve foi excepcional. O sistema foi para o espaço''

O contrato exclusivo com a Telefônica deixou a Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp), responsável pelo gerenciamento de informações de órgãos como a Polícia Civil, Detran e Poupatempo, praticamente inoperante no apagão online de anteontem. Ao Estado, o diretor-presidente da Prodesp, Leão Roberto Machado de Carvalho, disse que o órgão já preparava a contratação de um segundo provedor.Faltou um plano B para evitar o caos de ontem?Não existiu falta de plano B. Talvez o formato não fosse o melhor. Há dois anos, quando foi montado o contrato, havia um plano de contingência e solicitação de redundância. Quando a Telefônica proveu o serviço à Prodesp, o fez com as devidas redundâncias. Esse sistema tem funcionado razoavelmente. O que houve foi excepcional. Foi para o espaço o sistema, foi a redundância, tudo. A gente estaria talvez discutindo o plano C.A Prodesp estuda mudanças?No começo deste ano, já começamos a pensar que era uma fragilidade que não queremos ter mais. A gente já tinha pensado nisso, mas imaginando que nunca ia acontecer o que aconteceu.Tanto que, para renovação da licitação, até 2010, já estamos prevendo dois lotes (de prestação de serviços). O que aconteceu até confirmou nossa intenção de, na próxima licitação, já ter dois fornecedores. Qual o balanço do apagão?Usamos como parâmetro o Poupatempo. A média diária em 2008 é de 90 mil atendimentos nos 11 postos fixos do Estado. Anteontem, não conseguimos fechar 30%. A ordem de desgraça foi de 67%. No datacenter da Prodesp, só recebemos 10% do volume de informações e emitimos 37%. Tínhamos o processamento, mas não conseguíamos transmitir informações.

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