O ruído dos veículos na cidade

Gostaria de questionar nosso prefeito e autoridades sobre a Lei do Silêncio em relação aos ônibus coletivos. Os motores dos ônibus precisam fazer tanto barulho para transportar os passageiros? Na rua onde moro, por ser rua preferencial, os coletivos que por lá circulam fazem um tremendo barulho, principalmente quando mudam de marcha. Por que todo este barulho? Já passou da hora de as autoridades executarem um programa para que o motor dos ônibus não seja o mesmo dos caminhões e que tenha um silenciador inibindo os excessos de ruído, pois é assim que um bom governo cuida da saúde das pessoas. E quanto às motos, quando serão multadas ou apreendidas por ter escapamentos excessivamente ruidosos e com estalos que mais imitam bombas? JURANDIR DOS SANTOSSão PauloMarco Siqueira, da Assessoria de Comunicação Social da SPTrans, informa que foram renovados entre janeiro de 2005 e dezembro de 2008 mais de 6.700 ônibus municipais, de um total de 15 mil coletivos. Com relação especificamente ao nível de ruído, a SPTrans estabelece que os ônibus devem emitir um máximo de 85 decibéis internamente. Em termos de ruído externo, os níveis máximos situam-se entre 92 decibéis para ônibus com motores dianteiros e 98 decibéis para os de motores traseiros, determinação essa que vem do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), em sua Resolução 252, de 1999. Caso o leitor acredite que determinado ônibus está fora dos padrões, ele deve enviar o prefixo dele e a data em que o problema ocorreu para que seja vistoriado.Descaso e morteEm 29/12 tive de levar meu pai ao Hospital Geral de Guarulhos (HGG), pois se queixava de muita falta de ar. Já na recepção fui informado de que havia apenas um médico atendendo e deixariam meu pai entrar só porque tinha 65 anos. Ele foi levado a uma sala anexa à recepção a fim de ser avaliado pela enfermeira. Depois de uns 45 minutos ela apareceu, verificou a pressão arterial, anotou no relatório de atendimento e desapareceu. Resolvi levar meu pai à UBS de Bonsucesso, onde, apesar da míngua do ponto de vista material, havia pessoas preocupadas com o próximo! Pernoitou sendo medicado, mas pela manhã seu quadro clínico se agravou e teve de ser internado no HGG. Dirigi-me ao local já preocupado com o seu destino. E não me enganei, infelizmente. Médico não vi nenhum. Informação sobre o estado de saúde do meu pai, nenhuma. E estive lá, até 1.º/1, sete vezes. Meu pai entrou andando. Foi para a emergência. No segundo dia pensei que estivesse melhor, porque foi para a observação, mas o estado dele se agravou e voltou para a emergência, de onde não deveria ter saído! Depois da internação, não tive nenhuma informação médica. Estive em praticamente todas as visitas (duas por dia), sem que nenhum médico se desse ao trabalho de me informar o que ocorria com meu pai, nem sobre os medicamentos dados, nada. Depois de todo esse descaso e negligência, ele acabou falecendo no dia 6 de janeiro. MARCOS DOS SANTOS FERREIRAGuarulhosA Assessoria de Imprensa do Hospital Geral de Guarulhos esclarece que todos os profissionais envolvidos no atendimento ao pai do leitor, o sr. José Pinto Ferreira, foram chamados para esclarecer sobre as queixas de falta de informação e o suposto mau atendimento. A orientação é que todos sejam atendidos com cordialidade, respeito e dedicação. O paciente passou pelo pré-atendimento da unidade no dia 29 de dezembro, mas foi embora antes de receber atendimento médico. No dia 30 de dezembro ele retornou ao serviço, encaminhado pela UBS de Bonsucesso, com suspeitas de broncopneumonia, tuberculose e bronquite. O paciente ficou no setor de observação e em seguida foi encaminhado para a unidade de emergência do hospital, já que seu estado de saúde era delicado. Apesar de ter recebido todos os cuidados médicos necessários, o quadro clínico do paciente piorou e ele faleceu em 6 de janeiro. Campanhas educativasA Sabesp está com campanha publicitária nas rádios pedindo que a população economize água. Acho justa, mas completamente inócua. Não é com campanhas desse tipo que a população vai economizar água. É dando educação às crianças, ensinado que elas têm de respeitar as leis do País. E a única saída que vejo é multar quem desrespeita as leis. Mas aí encontramos outro problema, a fiscalização. Quem deveria fiscalizar não o faz. Todo o verão é a mesma coisa. Podem fazer quantas campanhas quiserem, que não vão surtir efeito. As pessoas vão continuar lavando as calçadas em vez de varrê-las. Varrer cansa.PAULO U. DE ALMEIDASão PauloAs cartas devem ser enviadas para spreclama.estado@grupoestado.com.br, pelo fax 3856-2940 ou para Av. Engenheiro Caetano Álvares, 55, 6.º andar, CEP 02598-900, com nome, endereço, RG e telefone, e podem ser resumidas. Cartas sem esses dados serão desconsideradas. Respostas não publicadas são enviadas diretamente aos leitores.

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