'O tempo é curto para solucionar a crise aérea', diz Jobim

Ministro diz que não se sente constrangido em sacrificar conforto pela segurança

Isabel Sobral, do Estadão,

07 de agosto de 2007 | 18h11

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, cobrou na tarde desta terça-feira agilidade e rapidez na solução da crise aérea no País. Em discurso, durante a solenidade de transmissão de cargo da presidência da Infraero do brigadeiro José Carlos Pereira para o engenheiro Sergio Gaudenzi, ele afirmou que o tempo é curto e a sociedade exige respostas para solucionar a crise. "O tempo não é nosso, é da nação. Quando desejamos encontrar soluções muitas vezes tendemos a criar grandes comissões, mas neste caso não temos tempo para isso", afirmou Jobim. Ele voltou a afirmar que os três paradigmas que devem nortear as autoridades do setor aéreo são a segurança, a pontualidade e a regularidade nos vôos. Ele reafirmou também que não se sente constrangido em sacrificar o conforto em nome da segurança. Segundo ele, serão exigidas das empresas aéreas as condições para que essas três metas sejam alcançadas, mas antecipou que o próprio governo terá que cobrar de si mesmo o que lhe couber para isso. "Se vamos exigir pontualidade dessas empresas temos que antes exigir de nós mesmos", disse o ministro.

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