OAB discute Operação Hurricane com Tarso na terça-feira

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, será recebido na terça-feira, 17, pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, para discutir as reclamações de advogados de presos pela Polícia Federal (PF) na Operação Hurricane (furacão, em inglês), realizada na sexta-feira, 13. A operação desmontou uma rede de corrupção formada por bicheiros, juízes e delegados acusados de ligação com a máfia dos caça-níqueis no Rio de Janeiro. Os advogados afirmam que não estão tendo acesso aos autos do caso e que a PF estaria impondo restrições às prerrogativas dos profissionais que defendem os suspeitos. De acordo com a assessoria da OAB, em Brasília, o ministro da Justiça telefonou para Britto e se colocou à disposição para examinar as reclamações dos advogados. Os dois, segundo nota da assessoria, marcaram uma nova conversa por telefone na manhã de terça para definir o horário do encontro, do qual deve participar a diretoria do Conselho Federal da OAB. Na manhã desta segunda, durante a reunião mensal do Conselho, no Rio de Janeiro, críticas ao ministro foram feitas, principalmente pelo conselheiro Nélio Machado. Advogado de dois juízes presos pela PF, Machado afirmou que Tarso Genro "não está se lembrando perfeitamente das lições ensinadas durante o curso jurídico, mas a OAB fará com que ele se lembre". A nota da OAB afirma que "nenhum advogado até este momento conseguiu ver o inquérito, e nenhum viu a manifestação do Ministério Público que ensejou as prisões." Nélio Machado acusou a PF de "cerceamento do direito de defesa" e disse que, durante a ditadura militar, "jamais se impediu um advogado de examinar qualquer auto de inquérito em uma dependência policial ou no âmbito do Judiciário." Polícia Federal A Polícia Federal reagiu à acusação de advogados de que estaria havendo arbitrariedades no caso. A PF informa que está segura e tranqüila e está cumprindo com todas os pré-requisitos legais. Todas as prerrogativas estão sendo garantidas. Privilégios dos advogados estão sendo mantidos. Tudo está sendo feito "sob a estrita vigilância do Ministério Público Federal", segundo a assessoria de imprensa da PF. Matéria ampliada às 16h22

Agencia Estado,

16 Abril 2007 | 14h49

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