OAB do Pará defende anulação de julgamento de Valentina

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Pará, Ophir Cavalcante Júnior, defendeu hoje a anulação do julgamento em que a suposta vidente Valentina de Andrade, líder da seita Lineamento Universal Superior (LUS) foi absolvida por 6 votos a 1 da acusação de castração e morte de crianças em Altamira."A credibilidade da Justiça está em jogo e precisa ser respeitada", disse Cavalcante ao criticar a quebra da incomunicabilidade dos sete jurados, segundo comprovam investigações feitas pela Polícia Civil paraense. "No hotel onde estavam hospedados, parecia que os jurados estavam numa grande festa", lamentou o advogado.O delegado Valdir Freire, que comanda o inquérito, informou que no próximo dia 8 fará uma acareação entre o chefe da Divisão de Serviços Gerais do TJ paraense, Gilberto Pontes, e o oficial de Justiça Almiro Carvalho. Um acusa o outro de ter autorizado à direção do hotel a instalação de telefones nos quartos onde os jurados supostamente estariam incomunicáveis.

Agencia Estado,

01 de janeiro de 2004 | 17h41

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