OAB do Rio quer punir advogados que assediam parentes

Órgão diz que profissionais que violarem código de ética por oferecer serviços 'responderão disciplinarmente'

Agência Brasil,

05 de junho de 2009 | 14h51

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro (OAB-Rio), Wadih Damous, disse nesta sexta-feira, 5, que vai punir com rigor os advogados que estiverem assediando as famílias dos passageiros do Airbus 330-200, da Air France, que desapareceu na madrugada do último domingo, 31, quando sobrevoava o Oceano Atlântico.

 

Em nota, Damous afirma que a denúncia de que advogados estariam oferecendo seus serviços aos familiares das vítimas hospedados no hotel Windsor, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, chegou até ele por meio de uma correspondência enviada pela diretora geral da Air France no Brasil, Isabelle Birrem.

 

"Aqueles profissionais que estiverem violando o código de ética responderão disciplinarmente pela grave irregularidade", garantiu o presidente da OAB-Rio, salientando que "advogado não é abutre a farejar a dor humana, nem a advocacia deve ser confundida com revenda de automóveis ou anúncio de peças íntimas".

 

Damous, que está em São Luis (MA) participando de um evento promovido pela seccional da OAB maranhense, garantiu que além de apurar a conduta de advogados brasileiros denunciada no caso, vai investigar a hipótese de atuação de escritórios de advocacia estrangeiros. Segundo ele, também chegaram à OAB denúncias de que profissionais com visto de turista estariam exercendo a profissão de advogado irregularmente no Rio de Janeiro. "Se comprovado o fato, notificaremos os órgãos de fiscalização profissional dos respectivos países e encaminharemos os processos para punição rigorosa".

 

O presidente da OAB-Rio lembrou também que os profissionais da advocacia serão necessários para orientar os familiares, mas que as famílias dos passageiros é que devem procurá-los quando julgarem necessários.

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