OAB pede acesso imediato a inquérito da Operação Hurricane

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, pediu no início da tarde desta segunda-feira, 16, ao Supremo Tribunal Federal (STF) que mande a Polícia Federal permitir "imediato acesso" de advogados aos autos do inquérito sobre as pessoas presas pela Polícia Federal durante a Operação Hurricane (furacão, em inglês). A ação da Polícia Federal (PF) desmontou uma rede de corrupção formada por bicheiros, juízes, advogados e delegados acusados de ligação com a máfia dos caça-níqueis no Rio de Janeiro. Na petição, entregue pessoalmente ao ministro do STF, Cezar Peluso, relator do inquérito sobre o caso, Brito afirma que os advogados presos estão "em enxovias (espécie de calabouço)" e pede que sejam transferidos para a chamada "sala de Estado-Maior" - um ambiente sem grades previsto em lei nos casos de "prisão especial" a que têm direito advogados, juízes, desembargadores e outros presos com formação universitária. Segundo Britto, negar esse acesso aos advogados equivale a "abuso de autoridade". O presidente da OAB afirma também que "os advogados dos investigados na operação, sem exceção, estão sofrendo graves violações às suas prerrogativas profissionais" e que aos defensores deles "até agora não se permitiu acesso aos autos" nem que "mantivessem pessoal e reservadamente conversas com seus clientes, obrigando-os que o contato se desse com prazo limitado, em parlatórios e por meio de interfone." Segundo a OAB, os presos estão sendo mantidos em espaço mínimo, que não se compatibiliza sequer com as exigências mínimas fixadas pela ONU.

Agencia Estado,

16 Abril 2007 | 16h26

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