OAB poderá expulsar advogados investigados pela PF

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) poderá expulsar os advogados que estão sendo investigados pela Operação Hurricane (furacão, em inglês), que prendeu na última sexta-feira, 13, 25 pessoas envolvidas com supostas irregularidades nos jogos de máquinas de caça-níqueis.Neste domingo, o presidente da OAB do Rio de Janeiro, Wadih Damous, disse que determinou a abertura de procedimentos administrativos internos para investigar se houve participação desses advogados com as irregularidades que estão sendo apuradas pela Polícia Federal.O procedimento aberto pode resultar na expulsão desses advogados dos quadros da Ordem. Além de advogados, as prisões envolveram desembargadores, delegados da Polícia Federal e bicheiros, entre outros.Na operação foram presos os advogados Evandro da Fonseca, Jaime Garcia Dias, Sérgio Luzio Marques de Araújo, Silvério Néri Cabral Junior e Virgílio de Oliveira Medina, irmão do ministro do Superior Tribunal de Justiça Paulo Medina."Deixamos claro, ainda, que os advogados envolvidos nas investigações, caso comprovada a sua culpa, sofrerão as penalidades que a lei prevê", garantiu Damous.Segundo a OAB, essas penalidades internas vão desde a suspensão ou expulsão dos quadros da Ordem caso comprovado envolvimento dos advogados com a organização criminosa desbarata pela polícia.Para Damous, esse procedimento pode ajudar o País a melhorar suas instituições. "Queremos, assim como quer o povo brasileiro, que o País fique livre de todas as mazelas que nos envergonham como Nação, mormente aquelas vindas das estruturas dos Poderes estabelecidos. Sabemos, todavia, que somente com o aprofundamento das conquistas democráticas isto poderá acontecer como fruto de um trabalho sério, responsável e de inquestionável legalidade", disse.

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