OAB também quer promover debate entre presidenciáveis

Até agora, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não respondeu ao convite para participar do debate promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) com os presidenciáveis. Programado para ocorrer entre os dias 16 a 18 próximos, o debate já tem a presença garantida do candidato tucano Geraldo Alckmin.No caso de Lula não comparecer, a exemplo do que fez a TV Globo no primeiro turno, a OAB deixará uma cadeira vazia para marcar a sua ausência. "Não podemos deixar de registrá-la (a ausência) publicamente, como uma recusa ao debate democrático", diz o presidente da OAB, Roberto Busato.O debate na OAB será diferente daqueles realizados pelas televisões, assemelhando-se mais a sabatinas, pois os candidatos serão ouvidos em sessões separadas. A primeira meia hora está reservada para que exponham, sem apartes, suas plataformas de governo. E o tempo restante será reservado a perguntas por parte de uma bancada de sete advogados, membros do Conselho Federal, escolhidos pelo seu plenário.O presidente Lula - cujo convite foi feito diretamente pelo presidente da OAB, Roberto Busato, ao ministro Tarso Genro - pediu prazo para responder. O primeiro prazo, dia 6, venceu sem resposta. E o segundo, dia 10, também, o que gerou entre os organizadores do debate receio de que Lula não compareça."Não acredito que o presidente recusará, pois em todas as suas campanhas anteriores bateu à nossa porta e serviu-se de nossa tribuna, que é a tribuna da sociedade civil, para difundir suas idéias. Não será agora, que estamos a lhe oferecer essa mesma tribuna, para um exercício democrático de cidadania, que ele a recusará", disse Busato.As regras do debate, que a OAB colocou em seu site na internet, não permitem perguntas ofensivas à honra dos candidatos, mas não fazem restrições a temas. Assim, temas como o dossiê Vedoin poderá ser explorado.

Agencia Estado,

12 de outubro de 2006 | 18h21

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