Yuri Gripas/Reuters
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Obama felicita Dilma e acena com visita ao Brasil

Presidente americano pretende aumentar diálogo entre os países durante [br]governo da petista

Denise Chrispim Marin CORRESPONDENTE / WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

02 Novembro 2010 | 00h00

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, poderá estar entre os primeiros líderes a visitar Dilma Rousseff depois de sua posse, em 1.º de janeiro. Uma fonte do Departamento de Estado informou que há uma alta probabilidade de a primeira visita de Obama ao Brasil ocorrer no início de 2011. Ontem, em uma conversa por telefone, tanto Dilma quanto o presidente americano concordaram com um encontro no prazo mais breve possível.

Obama telefonou a Dilma para cumprimentá-la por sua "vitória histórica" nas eleições de domingo, conforme nota da Casa Branca. Ele mencionou seu interesse em trabalhar "mais perto" do Brasil nas áreas de energia limpa, de crescimento econômico mundial e de assistência à reconstrução do Haiti e em outros temas da agenda internacional. Obama ainda elogiou o povo brasileiro por sua "fé e compromisso com a democracia".

Embora tenha mencionado a Dilma o "excelente" trabalho dos dois países na área bilateral, Obama acompanhou as iniciativas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que contaminaram o diálogo Brasil-EUA. Por conta desses atritos, o presidente americano não visitará o País durante o mandato de Lula. Na conversa com Dilma, Obama não tocou nessa questão. Mas teve o cuidado de falar de seu "compromisso em aprofundar a cooperação bilateral e em explorar novas áreas de colaboração".

Na avaliação da mesma fonte, Dilma terá condições de estabelecer uma "boa plataforma" para o avanço das relações Brasil-EUA. "A presidente eleita tem um histórico de excelentes contatos com o governo americano, como ministra de Minas e Energia e da Casa Civil", afirmou. "Se há uma nação com a qual ela pode desenvolver boas relações, essa nação são os EUA."

Oficialmente, o Departamento de Estado destacou o "processo eleitoral exemplar" do Brasil como exemplo de respeito à democracia, aos direitos civis e às liberdades individuais. "Tratam-se de valores que compartilhamos", completou a nota do porta-voz Philip Crowley. "Nós esperamos trabalhar com a presidente Dilma Rousseff para aprofundar nossa parceria e avançar nos objetivos comuns em benefício dos nossos povos e das Américas."

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