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Obra da CDHU na Luz deve começar em 60 dias

Os dois prédios residenciais na Rua dos Gusmões, com 153 unidades, são o primeiro marco concreto do projeto de revitalização da área

Eduardo Reina e Rodrigo Brancatelli, O Estadao de S.Paulo

11 de junho de 2009 | 00h00

A Secretaria de Estado da Habitação espera começar em 60 dias a construção de dois prédios da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU), talvez o primeiro marco feito de fato com tijolo e cimento do tão propagado e atrasado projeto da Nova Luz. Na última terça-feira, o Conselho Municipal do Patrimônio Histórico (Conpresp) aprovou as obras dos edifícios na Rua dos Gusmões, com um total de 153 unidades, em um lugar que atualmente é tomado por dezenas de jovens que se reúnem para fumar crack e cheirar cola por toda a madrugadaO órgão de patrimônio pediu apenas uma revisão dos recuos (distância até a rua) dos novos empreendimentos, o que já foi resolvido. Ao contrário do que havia sido divulgado em sites e jornais, a altura e o número de andares dos prédios - o mais alto deles tem 49 metros e 16 pavimentos - não viraram um entrave e acabaram sendo deferidos pelos membros do Conpresp. Sete terrenos já foram desapropriados para o projeto pela Prefeitura e devem receber investimento de R$ 10,7 milhões para abrigar famílias com renda entre três e seis salários mínimos - preferencialmente, servidores públicos que trabalham ou moram na região central da cidade. Os prédios, batizados até agora de República A e República B, ficarão nas quadras 67 e 75. Cada apartamento terá uma área total de 50 metros quadrados, com sala, cozinha, área de serviço, dois quartos, banheiro, sacada e uma vaga na garagem.Não há prazo para a conclusão das obras e o preço estimado das unidades deve ficar em pouco mais de R$ 60 mil. Hoje, mais de três anos depois do lançamento da bandeira Nova Luz em uma área degradada de mais de 200 mil metros quadrados, a Prefeitura ainda luta para mostrar aos empresários - e à própria população - os atrativos comerciais do centro. Das 23 empresas que há um ano foram selecionadas em edital para se instalar na área, com a garantia de redução de IPTU, apenas duas se mudaram integralmente para lá.Para apressar as mudanças, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) pretende instalar um gabinete em antigo hotel de seis andares na área da Cracolândia, construído na década de 1940, perto da Estação da Luz. O imóvel, tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado (Condephaat), foi desapropriado em dezembro. Com os seguidos atrasos para a ocupação da região central, a Prefeitura agora também planeja que escritórios internacionais de arquitetura participem da licitação que vai escolher o melhor projeto urbanístico para a revitalização da área - na tentativa de repassar à iniciativa privada especializada e com "know-how" na região a prerrogativa de executar desapropriações e obras no centro.NÚMEROS7 terrenosjá foram desapropriados pela Prefeitura para dar lugar ao projeto16 pavimentosterá o prédio mais alto, com 49 metros de alturaR$ 10,7 milhõesdeverá ser o investimento da Prefeitura para abrigar as famíliasR$ 60 mil,deverá custar cada unidade

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