Obra do Metrô em Pinheiros é embargada após acidente

A Delegacia Regional do Trabalho no Estado de São Paulo (DRT-SP) embargou, parcialmente, as obras da estação Pinheiros do Metrô, realizadas pelo Consórcio Via Amarela, nesta terça-feira, 30. O motivo foi o desmoronamento parcial da obra, ocorrido no último dia 12, que provocou a morte de sete pessoas. A DRT-SP interditou o trecho da estação Pinheiros e o entorno, entre a futura estação do Largo da Batata e a próxima estação do Butantã, com alegação dos auditores fiscais de que foi constatada na obra "situação de grave e iminente risco à saúde e integridade física do trabalhadores".Segundo nota oficial do órgão, a decisão foi tomada durante reunião na sede da DRT-SP, após a apresentação de laudo técnico elaborado pelos auditores fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego da área de Segurança e Saúde do Trabalhador. Entre os participantes da reunião estiveram representantes do Sindicato dos Metroviários, do Consórcio da Linha Amarela, o presidente da Central Única dos Trabalhadores do Estado de São Paulo (CUT-SP), Edílson de Paula, e membros do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Pesada.O Consórcio Via Amarela, responsável pelas obras da linha 4-Amarela do Metrô, divulgou um comunicado frisando que o embargo diz respeito "apenas à retomada das obras da Estação Pinheiros", e que, portanto, a interdição não afeta os demais canteiros de obras da Linha 4.E acrescentou: "Prosseguem os trabalhos de estabilização do terreno para garantir a segurança dos peritos que vão fazer o diagnóstico das causas do acidente." O Consórcio Via Amarela é integrado pelas empreiteiras Odebrecht, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão e OAS.InvestigaçõesAinda de acordo com o comunicado, a DRT-SP investiga as obras do Metrô desde o dia do acidente, "por meio de força tarefa formada por auditores fiscais do trabalho especializados em saúde e segurança do trabalhador, além de representantes do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Pesada".De acordo com a DRT-SP, no próximo dia 5, às 10 horas, as empresas que integram o Consórcio deverão entregar os documentos pedidos pelos auditores fiscais para serem analisados. Somente após conclusão da análise a obra poderá, se aprovada, ser desembargada. No total, cinco empreiteiras integram o Consórcio Via Amarela: Odebrecht, Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e OAS.No laudo técnico de embargo, a DRT-SP atenta para algumas providências a serem tomadas pelo Consórcio. Entre elas, deverá ser apresentado o método de escavação a ser utilizado, os riscos que os trabalhadores estarão expostos e as medidas preventivas coletivas e individuais que serão utilizadas. A DRT-SP solicita, ainda, os procedimentos emergenciais a serem tomados em caso de evacuação ou acidente, e apresentação do relatório técnico que descreva todas as medidas técnicas e administrativas tomadas pelo Consórcio após o acidente do dia 12.

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