Obra do Metrô não tinha plano para emergências

O coordenador da Defesa Civil de São Paulo (SP), Jair Paca de Lima, disse que foi constatada a inexistência de um plano para emergências em caso de acidentes na área onde as obras do metrô desabaram na última sexta-feira. Na avaliação de Lima, se houvesse o plano, os danos provocados pelo acidente em Pinheiros poderiam ter sidos minimizados.Esse tipo de documento não estaria previsto em lei municipal, mas, quando adotado, ajudaria no planejamento das ações de socorro. Normalmente, esse plano é elaborado pelas construtoras sob a supervisão da Defesa Civil levando em conta os potenciais riscos das obras e as possíveis conseqüências de acidentes.?Agora temos que pensar no que fazer daqui pra frente?, disse o coordenador da Defesa Civil de São Paulo, que é favorável à obrigatoriedade do plano para evitar acidentes.Segundo ele, o órgão não chegou a receber informações sobre possibilidade de desmoronamento ou problemas na estrutura de casas mais próximas à construção que desabou. Em outras áreas, mais distantes, reclamações foram enviadas pelos moradores e resultaram em vistorias da Defesa Civil e da prefeitura.Jair Paca de Lima afirmou que a reclamações mais freqüentes dos moradores da região diziam respeito às explosões realizadas pelas construtoras para a construção do metrô. A Defesa Civil teria entrado em contato com as construtoras, que passaram a notificar o órgão, com antecedência, sobre as explosões.As obras do metrô em Pinheiros estão sob a responsabilidade de um consórcio de empresas que inclui as construtoras Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez.Um inquérito para apurar responsabilidades pelo acidente foi instaurado pela 3ª Delegacia da Seccional Oeste. O Ministério Público também investiga o caso. O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) foi contratado pelo próprio metrô para dar um laudo técnico.

Agencia Estado,

17 de janeiro de 2007 | 17h05

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