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Obra vai ligar Trecho Sul com ABC, zona leste e Guarulhos

Serão 16,2 km de extensão que facilitarão o acesso ao Porto de Santos, ao aeroporto e às rodovias que desembocam no oeste e no sul do Rodoanel

, O Estadao de S.Paulo

13 de junho de 2009 | 00h00

Começa nos próximos dias a construção de um minitrecho leste do Rodoanel. Será uma ligação direta entre o Trecho Sul do anel viário, que termina em Mauá, com a Avenida dos Estados, na região do ABC, a Avenida Jacu Pêssego, na zona leste da capital, e o Aeroporto Internacional de Guarulhos. O corredor fará as vezes do verdadeiro Trecho Leste, enquanto ele não é construído. Serão 16,2 quilômetros de extensão divididos em três segmentos, segundo a Dersa. Facilitará o acesso para o Porto de Santos, ao Aeroporto de Guarulhos, às rodovias que desembocam nos Trechos Oeste e Sul do Rodoanel e às rodovias Presidente Dutra e Ayrton Senna.O corredor é formado por 9,8 quilômetros entre a Jacu Pêssego e a Avenida Ragueb Chofi, na zona leste, e a Avenida Papa João 23, em Mauá. Mais 3,3 quilômetros da duplicação da Avenida Papa João 23, onde desemboca o Trecho Sul do Rodoanel; além de uma interligação da Papa João 23 com a Avenida dos Estados, divisa entre Santo André e Mauá, com outros 3 quilômetros de extensão. O prolongamento da Jacu Pêssego havia sido iniciado pela então prefeita Marta Suplicy e acabou paralisado por José Serra. Depois, teve um primeiro trecho concluído e já em operação e agora o restante do projeto é retomado. As obras são orçadas em R$ 1,5 milhão. De acordo com a Dersa, empresa ligada à Secretaria de Estado dos Transportes e responsável pelas obras, o objetivo é concluir as pistas em setembro de 2010. Sem o Complexo Jacu Pêssego, bairros de Mauá e Santo André passariam a contar com excesso de tráfego pesado de caminhões originado pelo início de operação do Trecho Sul do Rodoanel, no final do ano.A ligação com a Avenida dos Estados deve acabar com a passagem de nível em Capuava, em Santo André, gargalo no tráfego que ainda fica parado durante o acionamento de cancela no cruzamento da linha férrea da CPTM. A falta dessa ligação isolaria o acesso de grande parte da região do ABC ao Trecho Sul do anel viário, já que a Avenida dos Estados é uma via de grande escoamento de cargas entre o aeroporto em Guarulhos e o Porto de Santos. Sem o acesso, todo o fluxo da avenida em direção ao Rodoanel cairia no bairro de Capuava, área que já enfrenta trânsito intenso. Estimativa do Consórcio Intermunicipal do ABC, que reúne as prefeituras da sete cidades da região, é que passem por dia nesse trecho cerca de 200 mil veículos.De acordo com o o secretário de Obras da prefeitura de Mauá, Hélcio Antonio da Silva, a cidade está passando por reestruturação viária para receber todo o fluxo de tráfego criado pela inauguração do Trecho Sul do Rodoanel e pelo complexo Jacu Pêssego. "Como as vias de acesso passam por remodelagem e haverá ganho de tempo no trânsito e melhor fluxo, muitas empresas já começaram a se mudar para Mauá, como a Petrobrás, que trará seus tanques de armazenagem de combustível de São Caetano para a cidade, a Philips e a Ultracarga", afirma o secretário.Por meio de sua Assessoria de Imprensa, a Dersa informou que o tráfego local no ABC "também será revitalizado, permitindo um sistema integrado de transportes no entorno" do Rodoanel.DESAPROPRIAÇÕESPara a construção do novo corredor serão desapropriados cerca de mil imóveis na zona leste e em Mauá. Foram cadastradas 3.500 famílias, diz a Dersa, que poderão optar por receber indenização ou uma nova unidade habitacional. A remoção começou em março e a previsão do governo estadual é concluir em setembro, quando efetivamente as obras ganharão corpo. Até o dia 10 haviam sido retiradas 500 famílias. No início de junho, mais de 200 famílias foram retiradas de área ocupada nas esquinas das Avenidas Jacu Pêssego com Ragueb Chofi, em São Mateus, na zona leste. O líder do Movimento em Defesa das Famílias do Traçado da Jacu Pêssego, Hamilton Clemente Alves, disse que muitas das casas derrubadas na ação de reintegração tinham identificação de que os proprietários estavam em negociação com a Dersa e, mesmo assim, foram demolidas. "As negociações serão realizadas administrativamente ou judicialmente", aponta a Dersa.

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