Obras da Linha 4 do Metrô de SP serão retomadas no sábado

Oito das 25 frentes de trabalho da Linha 4 - Amarela do Metrô (Luz/Vila Sônia), cujas obras estavam paralisadas desde janeiro por conta do desabamento na futura Estação Pinheiros, terão os trabalhos retomados no sábado, 21. O IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) concluiu a análise dos laudos técnicos detalhados enviados pelo Consórcio Via Amarela e autorizou a continuidade sem restrições, por meio de relatórios, das escavações nos poços Três Poderes/Caxingui, Três Poderes/ Butantã, Mackenzie/Higienópolis, Cunha Gago e Estações Butantã, Fradique Coutinho, Faria Lima e República. Segundo Marcos Tadeu, diretor do IPT, a segurança das escavações é garantida e será fiscalizada por engenheiros do próprio Metrô. Os laudos - ?quilos de documentos?, conforme o secretário estadual de Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella - foram elaborados pela Maffei Engenharia, contratada pelo Via Amarela. ?Foi um volume de informações brutal?, afirma Tadeu. Segundo ele, em vários trechos o IPT sugeriu reprojetos de túneis e pedaços de estações, que serão postos em prática na continuidade dos trabalhos. Agora, o Metrô e o Consórcio esperam, por parte do IPT, o término da análise dos laudos de outras 15 frentes de trabalho da Linha 4. ?Isso deve estar concluído num prazo de 12 a 15 dias, se não houver nenhum pedido, pelo IPT, de documentos adicionais?, explica Portella. Dessas 15 frentes, sete já estão com toda a documentação encaminhada ao IPT e, em oito delas, ainda serão enviados papéis complementares para estudo técnico. Outras duas frentes não entram na conta: a da própria Estação Pinheiros, onde o solo já está estabilizado, mas que será alvo da investigação do desabamento; e a do Largo da Batata, onde o megatatuzão importado da Alemanha está em atividade há 45 dias, já tendo escavado 140 metros. Atualmente, a máquina está no subsolo na altura da Rua dos Pinheiros. Para reforçar a segurança, o IPT e o Via Amarela vão adotar um plano inédito, no Brasil, de gestão de riscos. Em cada uma das frentes, haverá um engenheiro que preencherá um extenso checklist com dezenas de itens, sempre que a escavação for avançar, e ficará responsável por analisar qualquer comportamento inesperado do solo ou da obra. ?Haverá um plano inicial e, em dois a três meses, um outro mais detalhado, que formularemos em parceria com o IPT?, diz o engenheiro-chefe do Consórcio, Fábio Gandolfo.

Agencia Estado,

20 Abril 2007 | 09h30

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