Obras da Linha 4 do Metrô devem ser retomadas em 15 dias

As obras nas 23 frentes de trabalho da Linha 4-Amarela do Metrô, que foram suspensas no início do ano em decorrência do desabamento da futura Estação Pinheiros, podem ser retomadas em 15 dias. A expectativa era de que as obras já tivessem sido retomadas, porém o atraso na entrega de laudos do Consórcio e do Metrô aos técnicos do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) atrasou o processo. A informação da possível retomada foi dada nesta terça-feira, 17, pelo secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella. "Depende do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas, a autorização final para o início das obras), mas do jeito que a coisa está andando, eu imagino que em 15 dias retomaremos o trabalho nas 23 frentes", emendou. Segundo Portella, a retomada nas obras da futura Estação Pinheiros deve demorar um pouco mais, em torno de seis meses, por causa do trabalho que precisa ser feito no local onde a cratera foi aberta. A previsão é que a entrega da primeira etapa das obras da Linha 4 do Metrô ocorra em junho de 2009. O secretário, que acumula também a função de presidente do Metrô, não quis entrar em detalhes a respeito de sua permanência ou não também neste cargo. Ele destacou que o importante "é colocar a casa em ordem" (depois do trágico acidente) e que tem recebido a colaboração de toda a diretoria da companhia. E brincou: "O mais difícil é torcer pelo Palmeiras." Segurança Técnicos do IPT não concluíram a análise dos documentos enviados pelo Consórcio Via Amarela e pelo Metrô referentes aos planos de gestão de riscos e segurança nas frentes de trabalho da Linha 4, segundo reportagem publicada nesta terça pelo Estado. A expectativa era de que na segunda-feira fossem liberadas pelo menos quatro frentes: Caxingui/Três Poderes, Três Poderes/Caxingui, Três Poderes/Butantã e Caxingui/Morumbi. Ao todo, são aguardados 12 laudos de 12 frentes diferentes. Mas parte do material solicitado foi entregue somente na segunda pelas empreiteiras. O IPT informou que cumpre os cronogramas de trabalho. O secretário dos Transportes Metropolitanos, José Luís Portella, afirmou que o Metrô não tem responsabilidade no atraso da entrega de documentação ao IPT. Engenheiros do consórcio haviam dito que houve atraso do Metrô, que não entregou na data prevista sua parte na documentação solicitada pelos técnicos do IPT. O Via Amarela ressaltou mais uma vez que o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) já contempla os pedidos do IPT. Colaborou Eduardo Reina.

Agencia Estado,

17 Abril 2007 | 14h17

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