Obras dão prioridade a carros

A revisão não prevê grandes obras de transporte público. O argumento é de que a região já tem estrutura adequada. "O transporte público é muito intenso", diz Rubens Chammas, citando as duas linhas da CPTM, a do metrô e o corredor de ônibus da Marquês de São Vicente.O professor do Mackenzie Luiz Guilherme de Rivera de Castro - que tem doutorado em operações urbanas na capital - diz que as intervenções previstas pela Prefeitura privilegiam o uso de automóveis. "Elas aparentemente dão maior acessibilidade ao transporte particular. Não vai melhorar o transporte público", critica Castro. Só está prevista uma ciclovia, por obrigação legal, perto do Terminal Barra Funda. Castro aponta, ainda, falta de clareza e insuficiência das intervenções para melhoria de outros pontos, como a drenagem. Segundo Chammas, estão previstas melhorias no sistema de galerias e ampliação de áreas verdes. "Acho positivo, porque arrecada antes e tem dinheiro para construir amanhã. O único problema é esse aumento de potencial (de 1,2 milhão de m2 para 2,6 milhões de m2). Precisa ver se a estrutura aguenta", diz Paulo Sandroni, mestre em Economia e professor da FGV. Para Castro, a divisão de áreas para "ricos" e "pobres" talvez não leve à criação de guetos. "Mas pode haver uma segregação."

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