Obras do fura-fila recomeçam em agosto

A Prefeitura de São Paulo deve receber em breve um empréstimo de cerca de R$ 180 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) para terminar as obras do fura-fila e corredores de ônibus. As obras devem começar em agosto e têm duração prevista de 18 meses. A Secretaria de Transportes será, então, praticamente a única a ter verba para investimentos neste ano. Segundo informações do secretário de Finanças, João Sayad, o caixa da Prefeitura está totalmente comprometido com o pagamento da dívida e com a manutenção dos serviços. O empréstimo é o único autorizado pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Como já estava aprovado antes da renegociação da dívida da cidade pelo ex-prefeito Celso Pitta, ele foi mantido, mas os recursos são vinculados às obras. Outros empréstimos, na simulação feita pela Secretaria de Finanças, só deverão ser liberados em 2010. Para a liberação da verba, a administração teve de enviar outro relatório de obras para o BNDES, que estaria aprovado. De acordo com a Secretaria de Transportes, houve racionalização dos custos e economia de até 50% em alguns projetos. O objetivo da Prefeitura com a economia dos projetos - que talvez alcance 30% do gasto total - é conseguir a autorização do BNDES para investir em outros pontos do transporte público. Por exemplo, o terminal do fura-fula - ou Veículo Leve sobre Pneus como é tratado na atual administração - do Sacomã. No projeto original, a construção da estrutura estava avaliada em R$ 55 milhões. Segundo a Prefeitura, foi feita uma reavaliação do projeto e será possível economizar 50% do custo estimado, sem comprometer os serviços. As obras do fura-fila começaram em abril de 98. Pouco depois, pressionado, o prefeito as suspendeu e as retomou apenas em outubro. Em 99, voltaram em ritmo desacelerado e apenas em janeiro de 2000 retomaram o ritmo original. Quando o projeto foi anunciado na campanha de Pitta à Prefeitura, o custo era de R$ 102 milhões. Três meses depois, quando o projeto foi enviado à Câmara Municipal, já gastaria 43% a mais. Com o dinheiro do BNDES a Prefeitura vai também tocar as obras dos corredores de ônibus Guarapiranga, Pirituba e São João. Os custos dos corredores também estão sendo avaliados para baixo. E a administração vai ainda implementar a manutenção preventiva do sistema de trólebus - hoje só se faz a manutenção corretiva.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.