Obras na Rebouças confundem os passageiros dos ônibus

Com a interdição de uma pista da Avenida Rebouças e outra da Eusébio Matoso, na altura da Faria Lima, pedestres e passageiros de ônibus foram os grandes prejudicados hoje, no primeiro dia útil depois do início das obras. "Onde é a Faria Lima?", perguntou a agente escolar Vera Lúcia Alves, ao descer no ponto de ônibus da Rua Sampaio Vidal, que ficava na Rebouças, onde ela desce diariamente. Mapa nas mãos, a advogada Sabrina Cardoso da Cunha perguntava se a Avenida Doutor Arnaldo tinha mudado de nome. "O mapa distribuído pela Prefeitura aponta a Doutor Arnaldo como Rua da Consolação. Será que mudou de nome?"TrânsitoO secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, avaliou o início da operação como "um sucesso". "Temos de ser realistas, porque toda obra de grande porte traz dificuldades, mas as confusões são naturais", disse. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), 120 agentes de trânsito estão orientando pedestres e motoristas.Tatto se baseou no pouco impacto que a operação trouxe ao trânsito no primeiro dia útil. O diretor de Planejamento da CET, Irineu Gnecco Filho, salienta, porém, que o impacto real só vai ser percebido após o dia 26, quando volta a vigorar o rodízio de veículos. Além disso, parte dos 1,5 milhão de carros que deixaram de circular voltam às ruas da capital. A construção da passagem subterrânea no cruzamento das Avenidas Faria Lima com Rebouças deve durar 11 meses.

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