Obstáculos ameaçam união com PMDB

O PMDB não entrou na negociação direta, mas deu sinais de que o PP seria bem-vindo na coligação que tentará levar o ex-prefeito de Porto Alegre José Fogaça (PMDB) ao Piratini. Mas a união dos dois maiores partidos do Rio Grande do Sul teria de superar pelo menos dois grandes obstáculos. O primeiro é a falta de vaga para vice-governador, já entregue a Pompeo de Mattos, do PDT. O segundo é a velha rivalidade das duas siglas, sobretudo no interior do Estado, onde as bases poderiam se rebelar contra um acordo de cúpula.

Elder Ogliari, O Estado de S.Paulo

25 de abril de 2010 | 00h00

Curiosamente, a decisão do PP pode reforçar a campanha do petista Tarso Genro. Sem o apoio dos progressistas, o PSB pode desistir da candidatura e acabar se aliando ao PT. A hipótese é descartada por Beto Albuquerque, que promete concorrer. Mas bases do PC do B, único aliado com que o socialista já conta, admitem a possibilidade de levar o apoio a Tarso.

Enquanto a campanha não começa, Tarso e Fogaça estão percorrendo o interior do Estado sob a justificativa formal de colher subsídios para seus planos de governo. Nesta sexta-feira o petista esteve em Tramandaí enquanto o peemedebista foi a Rio Grande. Desde o fim do ano passado, a governadora Yeda Crusius vem colocando mais compromissos públicos como participações em palestras, inaugurações e lançamentos de obras em sua agenda.

Com os primeiros subsídios que colheu, Tarso já colocou um esboço de parte do programa no site do PT. Entre as propostas estão a criação de um conselho de desenvolvimento econômico e social, nos moldes daquele que ele mesmo implantou no início do governo Lula e manutenção do equilíbrio fiscal com desenvolvimento. "O equilíbrio fiscal é necessário, mas não é um fim em si mesmo e não precisa obstaculizar o desenvolvimento", afirma Tarso.

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