OceanAir teme falência com restrições em Congonhas

O presidente do grupo Sinergy, German Efromovich, que controla a companhia aérea OceanAir, disse nesta terça-feira que a empresa pode falir caso seja mantida a proibição de operações de aviões Fokker 100 e Boeings 737-800 e 737-700 no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo. "Sem Congonhas, nossa operação fica inviabilizada. Isso pode até quebrar a companhia", afirmou Efromovich. A decisão da restrição foi tomada na segunda-feira pelo juiz Ronald de Carvalho Filho, da 22ª Vara Cível Federal de São Paulo. Efromovich afirmou ainda que uma transferência das operações de Congonhas para Guarulhos não poderia ocorrer num espaço tão curto de tempo - as restrições começam a vigorar a partir de quinta-feira, dia 8. Se isso ocorrer, Efromovich pretende processar "os responsáveis" por perdas e danos. Caso seja levada a diante, a decisão é "equivocada e uma aberração", segundo ele. Segundo o executivo, a empresa mantém 28 slots (autorizações de pouso e decolagem) no aeroporto de Congonhas, sendo que 90% destes são operados com o Fokker. "Eu quero crer que isso seja um equívoco e não uma decisão tendenciosa." Efromovich lembrou que a decisão do juiz foi tomada como resposta a uma ação do Ministério Público Federal (MPF), que solicitou a interdição do aeroporto de Congonhas devido aos problemas de derrapagens na pista principal. Segundo ele, a medida adotada pelo juiz não foi baseada em nenhum laudo técnico, mas apenas em informações colhidas em diversos órgãos. A OceanAir tentou falar com o juiz nesta terça para tratar do assunto, porém não foram recebidos porque não fazem parte do processo. As partes envolvidas são a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero). Efromovich explicou que queria apresentar a Carvalho Filho dados técnicos que mostram que há segurança para a operação do Fokker-100 em Congonhas. Segundo ele, são necessários 900 metros de pista seca ou 1.035 metros em pista molhada para que o modelo pouse em segurança. A pista principal de Congonhas possui 1.940 metros. "Se tivemos oportunidade, vamos apresentar esses números ao juiz, que vai reconhecer que houve um equívoco." Efromovich reiterou que espera que a decisão seja revertida em breve e afirmou que as vendas de passagens da OceanAir para saídas a partir de Congonhas continuam sendo feitas normalmente. "A Anac nunca disse que Congonhas não é seguro. Se nós não tivéssemos certeza disso, não levantaríamos vôo", disse o executivo. "A empresa não é uma kamikaze que vai subir na aeronave para se suicidar", brincou.

Agencia Estado,

06 Fevereiro 2007 | 15h36

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