Oferta da Gol cai 19,2% em fevereiro; demanda recua 20,3%

A Gol deu continuidade, em fevereiro, à sua estratégia de reduzir a oferta de assentos domésticos, a qual teve forte queda no mês passado, de 19,2 por cento, na comparação anual, informou a companhia aérea nesta quarta-feira.

Reuters

13 Março 2013 | 21h13

O recuo na oferta deu-se, principalmente, por conta da parada dos 737-300, com o encerramento das atividades operacionais da Webjet, e o remanejamento da capacidade doméstica para a operação internacional, segundo nota da empresa.

Em novembro, a Gol anunciou o fim das operações da Webjet, motivada por pressões nos custos.

A queda na oferta foi acompanhada também por uma diminuição na demanda doméstica no segundo mês do ano, de 20,3 por cento sobre o mesmo período de 2011.

O preço do combustível, que tem aumentado os custos operacionais da empresa e prejudicado resultados nos últimos trimestres, subiu 16 por cento --ainda assim abaixo do aumento de 18 por cento apurado em janeiro.

Mas o yield líquido da empresa, medida de tarifa aérea, apresentou alta de 17 por cento no mês passado na comparação anual, para entre 23 e 23,5 centavos de real.

A taxa de ocupação no mercado interno ficou em 64,9 por cento em fevereiro, redução de 0,9 ponto percentual em 12 meses.

Para o mercado internacional, houve alta de 29,7 por cento na oferta no mês passado sobre um ano antes, ajudada pelas operações diárias para Santo Domingo, Orlando e Miami. A demanda cresceu 10,1 por cento no período.

(Por Sérgio Spagnuolo)

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