Oficiais desistem de adesão e greve de policiais perde força na Bahia

Paralisação deve chegar ao fim nesta sexta-feira

Diego Zanchetta - O Estado de S.Paulo,

10 Fevereiro 2012 | 00h50

SALVADOR - Após mais de 6 horas de assembleia, os oficiais da Polícia Militar da Bahia decidiram não aderir à greve de seus subordinados, que já dura 11 dias. A decisão enfraquece a paralisação, que deve ser encerrada nesta sexta-feira, 10.

"O povo baiano já pagou demais por essa greve orquestrada. Existe um sentimento de revolta da PM pelas condições de trabalho, pelos baixos salários, mas decidimos que não podemos mais prejudicar a população num momento como este, às vésperas do carnaval", afirmou ao Estado Edmilson Tavares, presidente da Associação dos Oficiais da Polícia Militar do Estado da Bahia.

Logo após a assembleia, houve revolta por parte de alguns oficias que defendiam a adesão. Tavares, apesar do movimento estar perto do fim, prevê dificuldades em organizar a corporação nos próximos dias para garantir a segurança do carnaval.

"Não sei como cada um vai reagir de agora em diante. Precisamos nos manter a mesma negociação assim que acabar o carnaval, mas temos de reconhecer que a volta sem o aumento desejado vai ser revoltante para todos.

A decisão foi tomada antes que os policias soubessem da adesão da greve também no Rio de Janeiro. Pelas ruas de Salvador a madrugada segue vazia. A maior parte dos eventos carnavalescos foi cancelada novamente.

Os shoppings da cidades voltaram a fechar às 8 horas, quando deveriam fechar às 22h. As lojas e o transporte coletivo continuam funcionando.

Um nova assembleia será realizada na manhã desta sexta-feira, 10, e a greve deve terminar por volta do meio-dia, acreditam os oficias que fazem parte do comando da corporação.

O comandante geral do PM na Bahia Alfredo Castro também compareceu à assembleia e fez um pronunciamento convocando os oficias da corporação a voltarem ao trabalho.

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