Oficial da PM é julgado pelo assassinato da juíza Patricia Acioli

Dos 11 PMs denunciados pelo Ministério Público por participação na morte em 2011 em Niterói, 5 já foram julgados e condenados

Marcelo Gomes, O Estado de S. Paulo

06 Dezembro 2013 | 12h27

RIO - O tenente Daniel Santos Benitez Lopez, um dos 11 PMs acusados de envolvimento no assassinato da juíza Patricia Lourival Acioli, em 11 de agosto de 2011, será julgado nesta sexta-feira, 6, pelo Tribunal do Júri de Niterói, na Região Metropolitana do Rio. O réu responde pelos crimes de homicídio triplamente qualificado e formação de quadrilha armada.

Ao chegar ao fórum de Niterói, Marciel Benitez Lopes, pai do policial, agrediu um cinegrafista e xingou repórteres.

A defesa de Benitez tentou suspender o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). O pedido foi negado nesta semana pelo ministro Celso de Mello. Os advogados alegaram que o réu não poderia ser julgado antes da análise de recursos contra a sentença de pronúncia, decisão judicial que determina o julgamento do réu pelo júri popular.

Cinco condenados. Dos 11 PMs denunciados pelo Ministério Público por participação na morte da juíza, cinco já foram julgados e condenados. O tenente-coronel Cláudio Oliveira, que comandava o 7º Batalhão da PM (São Gonçalo), é acusado de ser o mandante do crime. Os outros cinco acusados deverão ser julgados em 2014. Todos estão presos.

Então titular do 4º Tribunal do Júri de São Gonçalo, a juíza Patrícia Acioli, de 47 anos, foi assassinada com 21 tiros na porta de casa, em Niterói, município vizinho. Ela vinha atuando em diversos processos em que PMs de São Gonçalo eram acusados de forjar autos de resistência, isto é, mortes de suspeitos em confronto com a polícia.

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