Oficias da Força Nacional participam de operação em favela

Dois oficiais da Força Nacional de Segurança participaram nesta terça-feira, pela primeira vez desde que a tropa chegou ao Rio há um mês, de operação em favela. Eles acompanharam homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), unidades mais bem treinadas da PM e da Polícia Civil, em ação na Fazendinha, no Complexo do Alemão (zona norte) - um dos pontos mais violentos da cidade. À noite, mais integrantes da tropa eram esperados no complexo. Nos próximos dias, a Força deverá chegar a outras favelas, para atuar com policiais do Rio. Os militares entrarão nas comunidades gradualmente. A princípio, deverão ficar somente na retaguarda, enquanto PMs e policiais civis, acostumados ao confronto diário com o tráfico, partirão para o interior das favelas. A operação tinha como objetivo reprimir o tráfico, apreendendo drogas e prendendo criminosos. A Secretaria de Segurança informou que os dois oficiais da Força foram no papel de observadores; no entanto, policiais da Core que integraram a ação disseram que eles tomaram parte do confronto com os bandidos, inclusive atirando. Para as 20 horas, está prevista a ida de uma nova equipe à Fazendinha. A tarefa era ajudar PMs do 16º batalhão - os PMs entrariam na favela, à procura de drogas e traficantes, e a tropa ficaria dando cobertura. Um mês de ação Integrantes da Força haviam sido treinados pelo Bope, até a semana passada, na favela Tavares Bastos (na zona sul), considerada tranqüila. O curso incluiu simulações de confrontos com criminosos e de controle da população em situações de risco. Ontem, foi o primeiro dia de combate efetivo. Ao fazer um balanço do primeiro mês de atuação de sua tropa, o comandante da Força, coronel Aurélio Ferreira, disse que o grupo foi bem sucedido. "Dentro do que foi planejado, cumprimos nosso papel. Continuamos à disposição do governo do Rio", afirmou. Até esta terça, a Força havia permanecido apenas nas divisas fluminenses. Nas estradas, apreendeu dez quilos de maconha, que estavam com uma menor num ônibus de turismo, e 75 celulares sem nota fiscal. A Secretaria de Segurança jamais divulgou um balanço da chamada operação Divisa Integrada.

Agencia Estado,

13 Fevereiro 2007 | 19h59

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