Oito mortos na guerra do tráfico no Rio

A guerra do tráfico deixou hoje quatro mortos às margens da Baía da Guanabara, num terreno do campus da UniversidadeFederal do Rio de Janeiro (UFRJ) na Ilha do Fundão, zona norte da cidade. Em outro ponto da cidade, no Morro do Jordão, emJacarepaguá, zona oeste, quatro corpos foram encontrados por policiais que participavam da operação denominada PressãoMáxima.De acordo com a polícia, os corpos encontrados no Fundão ? entre eles o de um menor ? eram de traficantes da favela Vila dosPinheiros, no Complexo da Maré, que fica próximo ao campus. Os quatro foram executados com tiros na cabeça.Os corpos foram encontrados pela manhã, ao lado do alojamento de estudantes da UFRJ, onde residem cerca de 500 alunos. AReitoria da universidade informou que a Secretaria da Segurança Pública teria se comprometido a elaborar um plano específicopara o campus. A secretaria alega que o plano existe e está sendo efetivado.Para o delegado José Pedro Costa da Silva, titular da 37.ª Delegacia de Polícia, na Ilha do Governador, o crime foi motivado pela guerra entre duas facções criminosas rivais ? ADA (Amigo dos Amigos) e Terceiro Comando Puro, grupo dissidente da facção Terceiro Comando ? pelo controle da venda de drogas. ?Ao que tudo indica, as vítimas são da ADA. Essa rivalidade acontecetanto na Ilha do Governador quanto no Complexo da Maré?, disse o delegado.Na madrugada de quinta-feira, duas pessoas morreram e quatro ficaram feridas num tiroteio entre traficantes da ADA e doTerceiro Comando Puro na Ilha do Governador. No mesmo dia, o Ministério Público denunciou ontem 32 pessoas e pediu a prisãopreventiva delas por envolvimento com o tráfico no bairro. Entre elas, um policial militar e três comerciantes da região.No Morro do Jordão, em Jacarepaguá, zona oeste do Rio, quatro corpos ? três mulheres e um homem ? foram encontrados porpoliciais que participavam da Operação Pressão Máxima. Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública, a chacinafoi comandada pela quadrilha do traficante conhecido como W.L, na Rua São Jorge. A polícia ainda não tem informações sobre ocrime. As vítimas são Edvanda Balbino da Silva, de 55 anos, mãe do traficante Carlinhos da Praça Seca; Marias das GraçasXavier da Silva, Paulo Vitor Xavier da Silva e outra mulher que não tinha sido identificada até o fim da tarde de hoje.

Agencia Estado,

30 de janeiro de 2004 | 19h00

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