Oito mortos por suspeita de soro contaminado

Num período de dezessete dias, oito pessoas morreram na região do Vale do Paraíba, com suspeita de soro contaminado. A última morte aconteceu no Sábado de Carnaval, mas só foi confirmada na tarde de sexta-feira pelo Centro de Vigilância Sanitária do Estado (CVS). O pedreiro Maurício Leite Vieira, de 36 anos, morreu na Santa Casa de Misericórdia de São José dos Campos. Ele havia passado por uma cirurgia de hérnia de disco no dia 19 de fevereiro. Na recuperação, tomou soro glicofisiológico (que mantém o equilíbrio hídrico do paciente na recuperação) e teve infecção generalizada. Foi transferido para São José dos Campos, onde morreu.Desde o dia 14 de fevereiro, oito pessoas também morreram depois de tomarem o soro e duas gestantes permanecem em estado grave, internadas no Hospital São Lucas e Hospital de Clínicas Santa Isabel de Taubaté. Todas as mortes foram confirmadas pela Vigilância Sanitária de Taubaté e São José dos Campos. As identidades das vítimas foram preservadas até que o resultado do análise do produto seja concluída. Em nota oficial enviada no dia 23 de fevereiro, a Vigilância Sanitária do Estado informou que as mortes ocorreram em Cruzeiro , Guaratinguetá por suspeita do soro fabricado pela indústria farmacêutica Labormédica Ltda, de São José do Rio Preto, lote 45.794. "Os pacientes tiveram diversas reações adversas como vômito, febre, dispinéia, quadro semelhante a embolia, falência de órgãos e morte", confirmou a assessoria de imprensa do CVS.Desde a nota oficial, mais de 500 frascos foram interditados. Amostras do produto estão sendo analisadas pelo Instituto Adolfo Lutz e Fundação Oswaldo Cruz e devem ser divulgadas nos próximos dez dias.

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