Oito presos por ataques no Rio serão levados para Catanduvas

Governo pediu transferência e Ministério da Justiça autorizou; suspeitos foram detidos na quinta

Solange Spigliatti e Fausto Macedo, Estadão.com.br

26 Novembro 2010 | 14h39

SÃO PAULO - Oito pessoas detidas em operações da polícia na quinta-feira no Rio serão transferidas para a Penitenciária de Segurança Máxima de Catanduvas, no Paraná, segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado. O Ministério da Justiça confirmou a solicitação do governo fluminense de vagas em presídios da União.

 

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Os suspeitos estão detidos na Polinter de Grajaú, aguardando o término dos serviços de manutenção no avião que os levará para o Paraná, o que deveria ocorrer por volta das 15 horas, a partir do Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim (Galeão), de acordo com a secretaria.

Ainda segundo a secretaria, eles foram detidos por suspeita de terem ateado fogo nos veículos nos últimos dias. Eles serão os primeiros presos do Estado a serem transferidos para presídio federal por crime de vandalismo.

 

Operações. O ministro da Justiça, Luís Paulo Telles Barreto, que passou por Florianópolis, onde presidiu a reunião da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Enccla), disse que o "sistema logístico está preparado para receber esses presos e mantê-los distantes de qualquer ação criminosa".

 

Ele negou que a inteligência das forças de segurança falhou ao não prever a onda de barbáries do tráfico na guerra do Rio."Não falhou, a tática usada por esses bandidos é tática de guerrilha", declarou o ministro. "Munidos de coquetéis molotov deram início a ataques incendiando ônibus e veículos de passeio, em ações muito difíceis de se prever onde, quando e como vão acontecer."

 

O ministro rebateu, ainda, a informação de que os ataques nas ruas do Rio foram deflagrados a partir de uma ordem de dentro do presídio federal de Catanduvas, no Paraná.

 

"Houve, na verdade, a interceptação de uma comunicação externa, uma carta que tentaram entregar a um prisioneiro, onde ficou clara a insatisfação com a política de segurança do Rio, as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) que provocaram a perda do território e das atividades econômicas do crime organizado. Não há nenhum dado que indique alguma ordem de dentro do presídio federal."

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