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Oito são presos acusados de espancar e matar jovem de 17 anos

Ronei Wilson Jurkfitz Faleiro Júnior foi agredido e levou garrafadas quando saía de uma festa para arrecadar dinheiro para sua formatura; seu pai e outras duas pessoas também apanharam

WAGNER MACHADO, ESPECIAL para o ESTADO

06 Agosto 2015 | 19h01

PORTO ALEGRE - Seis homens entre 18 e 20 anos foram presos e dois menores, apreendidos sob a acusação de terem espancado e matado o adolescente Ronei Wilson Jurkfitz Faleiro Júnior, de 17 anos, na saída de uma festa realizada para arrecadar fundos para a formatura de sua turma, em Charqueadas, município a 58 km de Porto Alegre (RS). Segundo o Ministério Público, o alvo do ataque do grupo, registrado no domingo, era um amigo de Ronei, que mora na cidade vizinha - e o motivo seria o simples fato de ele não ser do município. O pai do rapaz, que havia ido à festa para buscar o filho e o amigo, viu o espancamento e também foi agredido. Ele chegou a levar Ronei para o hospital, mas ele não resistiu.

O promotor Roberto Carmai Duarte Alvim Junior apresentou imagens de uma câmera de vigilância que flagrou o momento do crime e áudios gravados no aplicativo de mensagens WhatsApp em que o grupo comemora a ação contra os três. Além ter sido espancado, Ronei foi atingido por garrafas e levou golpes com cacos de vidro. Ele morreu em decorrência de um traumatismo craniano.

"O Ministério Público não medirá esforço para obter a condenação criminal dos adultos e o máximo de tempo possível de internação para os adolescentes", disse. Segundo o promotor, além de Ronei, o pai e o amigo, uma quarta pessoa também teria sido agredida. "Ele (Ronei) e outras três pessoas, incluindo seu pai, foram covardemente atacados por integrantes de um bonde que comete diversos delitos com a certeza da impunidade."

Os maiores podem responder pelos crimes de triplo homicídio qualificado, associação criminosa e lesão corporal. 

Protesto. Nesta quinta-feira, moradores e autoridades de Charqueadas viajaram para Porto Alegre para protestar contra a falta de segurança no município, que tem 37 mil habitantes e apenas uma viatura da Brigada Militar por turno. 

Assustado com o clima de medo que se instaurou na cidade - onde há uma penitenciária de segurança máxima -, o prefeito Davi Gilmar de Abreu Souza se reuniu com o secretário estadual da Segurança Pública, Wantuir Jacini, e pediu que o policiamento seja reforçado. "Não é possível que a segurança da comunidade fique em segundo plano em relação à penitenciária, já que hoje o efetivo se encontra guarnecendo as casas prisionais", disse.


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