Corpo de Bombeiros de MG
Corpo de Bombeiros de MG

Onda de ataques a ônibus continua em Minas 

Mais nove coletivos foram incendiados; PCC estaria envolvido nos casos; governador Fernando Pimentel garante que investigações estão 'muito avançadas'

Paulo Roberto Netto e Leonardo Augusto, especial para O Estado de São Paulo

05 Junho 2018 | 10h41
Atualizado 05 Junho 2018 | 13h08

BELO HORIZONTE - Mais nove ônibus foram queimados entre a noite desta segunda-feira, 4, e a madrugada desta terça-feira, 5, no Sul de Minas e no Triângulo. Uma viatura da Secretaria de Administração Prisional (Seap) também foi queimada. É o segundo dia consecutivo de ataques a veículos no estado. A suspeita é de atos coordenados por facções criminosas e o PCC. Por enquanto, não há registro de feridos.

+++ PCC ordena atentados simultâneos em RN e MG e põe outros Estados em alerta

A cidade com maior número de veículos incendiados no ataque da noite passada foi Tupaciguara, no Triângulo Mineiro, onde três ônibus foram incendiados. Ainda no Triângulo, foram registrados um incêndio em Uberaba e um em Uberlândia. No Sul, as cidades que tiveram coletivos queimados foram Itajubá, com dois veículos, e Passos, com mais dois. O incêndio de viatura ocorreu em Varginha, por volta das 23h.

Segundo informações repassadas ontem, 4, pela Polícia Militar, 24 ataques tinham sido registrados em 17 cidades de Minas a partir de domingo. A maioria no Sul e Triângulo Mineiro. Três incêndios foram em ônibus da capital e Região Metropolitana. Além de veículos, os criminosos colocaram fogo em parte do Plenário da Câmara Municipal de Passos. Até o momento, cerca de 40 pessoas foram detidas nos dois dias de ataques, segundo a Polícia Militar.

Investigação. O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), convocou o comando das forças de segurança pública do Estado, além da Polícia Federal, o Gabinete Militar e o Ministério Público Estadual para discutir a onda de ataques. "Temos em curso uma investigação muito avançada sobre a autoria dos crimes", afirmou o petista, pelas redes sociais, sem entrar em detalhes sobre a participação do Primeiro Comando da Capital (PCC) nos ataques. De acordo com Pimentel, a investigação seguirá sigilosa. "Este tipo de crime se combate com ações de inteligência", disse.

O governador também garantiu que haverá um reforço no policiamento das linhas de ônibus atingidas e aquelas consideradas as mais prováveis de sofrer um ataque. 

Em nota conjunta divulgada na noite de ontem, 4, as secretarias de Segurança Pública, Administração Prisional, PM, Polícia Civil e Bombeiros afirmam que o estado "está empenhado na resolução e no esclarecimento das motivações que levaram à queima de ônibus e outros eventos de segurança desde o último domingo, 3, em diferentes cidades mineiras. Por determinação do Governador Fernando Pimentel, todas as forças de segurança trabalham de forma integrada e com prioridade na questão, na busca de resultados e punição de responsáveis".

O texto diz ainda que "a Polícia Federal e o Gabinete Militar do Governador também foram envolvidos neste esforço de resolução dos eventos. Na manhã desta segunda-feira, ambas instituições se juntaram à Sesp, Seap, PM, PC e Bombeiros em uma reunião estratégica para tratar do tema, realizada com a presença do governador".

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.