Mast Irham/ EFE
Mast Irham/ EFE

Onda de calor faz termômetros baterem recordes históricos em Mato Grosso do Sul e no interior de SP

Marca anterior no MS era de 1962. Campo Grande também teve novo recorde. Em SP, calor foi mais sentindo em Lins e Jales. Fenômeno é consequência de massa de ar seco 

Larissa Gaspar, O Estado de S.Paulo

30 de setembro de 2020 | 22h36

Os 44,1ºC registrados nos municípios de Água Clara e Coxim nesta quarta-feira, 30, são a maior temperatura já marcada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) no Estado do Mato Grosso do Sul. O recorde anterior (43,8 ºC em Corumbá) datava de novembro de 1962.

A onda de calor que começou a atingir o Centro-Oeste e o Sudeste nesta quarta-feira, 30, está fazendo os termômetros marcarem temperaturas nunca antes registradas. Os 40,8 ºC de Campo Grande nesta tarde também foi um novo recorde para a capital de Mato Grosso do Sul.

O calor também chegou forte a São Paulo. A capital bateu a máxima do ano, atingindo a segunda maior temperatura desde 1943, ano em que começaram as medições do Inmet na cidade. No interior, as marcas foram ainda mais elevadas. A cidade de Lins alcançou 41,9°C e Jales, 41,7°C, com os maiores registros em 14 anos de dados.

A temperatura da cidade de Lins agora é o terceiro maior registro da história do Estado de São Paulo, superando os 41,8°C de Barretos em 24 de outubro de 2015. Em Presidente Prudente foi registrado recorde de 40,7°C; em Catanduva, com 40,5°C, e em São Simão hoje, com 40,4°C, tiveram maiores registros em meio século - dados disponíveis desde 1961 - batendo os recordes anteriores da forte onda de calor de outubro de 2014.   

O fenômeno é consequência da massa de ar seco e quente que cobre o Brasil central e gera uma gigante bolha de ar quente, as chamadas cúpulas de calor ou "heat dome". A área de alta pressão em altitude gera movimentos de descida na atmosfera com calor extremo e tempo muito seco. A forte estiagem com baixa disponibilidade de umidade no solo acaba agravando a situação.  

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