Prefeitura de Colatina/Divulgação
Prefeitura de Colatina/Divulgação

Onda de lama pode chegar em Colatina, no ES, com até 1,5 metro

Prefeito da cidade diz que município não deve atravessar problemas com inundação; abastecimento será feito por caminhões-pipa

O Estado de S.Paulo

09 Novembro 2015 | 12h06

COLATINA - A onda de lama com rejeitos de minério da Samarco pode chegar à cidade de Colatina, no Espírito Santo, com altura de até 1,5 metro. O município deve ser atingido nesta terça-feira, 10, e a projeção da prefeitura tem como base dados da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM). O governo do Espírito Santo montou um comitê de emergência para atender as cidades de Linhares, Baixo Guandu, além de Colatina.

O prefeito de Colatina, Leonardo Deptulski (PT), afirmou nesta segunda-feira, 9, que a cidade não deve atravessar problemas de inundação. A lama, que se desloca pela calha do Rio Doce, atingiu a cidade de Governador Valadares, em Minas, e atingiu pico máximo de dois metros. 

"Lá o Rio Doce é mais estreito, aqui a projeção de no máximo 1,5 metro está mantida pela CPRM e não teremos problemas de inundação", disse Deptulski. 

A administração municipal prevê que as barragens ao longo da bacia, que estão sendo esvaziadas para conter a onda, ajudem a diminuir a velocidade e a reter parte da lama. "Temos ainda mais duas barragens para chegar aqui", afirmou o prefeito de Colatina. Equipes da Defesa Civil Estadual e Municipal estão percorrendo o Rio Doce, para alertar a população ribeirinha e pescadores.

Também está prevista a suspensão da captação de água a partir da chegada da onda de lama, até que sejam feitas análises sobre o impacto na qualidade da água. O abastecimento deve acontecer por meio caminhão-pipa. Outras cidades, como Linhares, também devem ceder água para o município.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.