Onda de terror continua na madruga desta quinta em SP

Mais ônibus, agências bancárias e prédios públicos foram atacados entre o final da noite de quarta-feira e o início da madrugada desta quinta-feira na capital, Grande São Paulo, litoral e interior. Foram pelo menos 16 ataques entre as 23h30 do dia 13 à 1h30 desta madrugada. Três pessoas ficaram feridas, um criminoso morreu e outros 4 foram detidos.Durante a madrugada, três agências bancárias foram alvos de incendiários na capital. Uma delas, do Bradesco, foi atacada às 2 horas na altura do nº 3.100 da Avenida Conselheiro Carrão, no Carrão, zona leste. Outra, também do Bradesco, na altura do nº 430 da Rua Tibúrcio de Souza, no Itaim Paulista, também na zona leste. A terceira, na esquina da Rua Itapeva com a Alameda Pamplona, região dos Jardins.No bairro de Catiapoã, em São Vicente, litoral sul do Estado de São Paulo, um ônibus foi incendiado. Segundo a Polícia Militar, duas mulheres e uma criança não conseguiram sair a tempo e acabaram se ferindo. As vítimas foram encaminhadas ao Centro de Referência em Emergência e Internação (Crei). Na região central de São Sebastião, litoral norte, criminosos jogaram um coquetel molotov contra uma agência bancária do Bradesco. Ninguém ficou ferido ou foi preso, segundo a PM.A garagem da empresa de ônibus Viação Ouro Verde, localizada na Avenida da Amizade, no Parque Manuel de Vasconcelos, em Sumaré, a 120 quilômetros da capital, foi atacada às 22h10 de quarta-feira. Segundo informações da Polícia Militar, os criminosos jogaram uma bomba caseira, que explodiu e danificou alguns ônibus. Não há informações de feridos.Na Vila Esperança, em Santana do Parnaíba, Grande São Paulo, por volta da zero hora, três homens incendiaram uma ambulância após uma chamada falsa. Segundo informações da PM, o motorista Florisvaldo Pereira de Souza, do Hospital Santa Ana, foi atender a um chamado. Ao chegar no local, foi abordado pelo trio que o retirou do carro e, na seqüencia, ateou fogo. O veículo ficou completamente destruído.Foram registrados também dois ataques a ônibus na cidade de Jundiaí, a 50 quilômetros da capital. Ainda em Jundiaí, no início da madrugada, criminosos atiraram contra a sede do Terceiro Distrito Policial, localizado na Avenida São João, número 620. Não há informações de feridos.Um grupo atacou a tiros o prédio da Câmara Municipal da cidade de Juquitiba, na Região Metropolitana de São Paulo. Na Vila Indiana, em Taboão da Serra, também na Grande São Paulo, um ônibus foi incendiado por criminosos, que conseguiram fugir.Na cidade de Piracicaba, a 162 quilômetros da capital, foram registrados quatro ataques entre 22 e 23 horas de quarta-feira. O primeiro ataque foi contra o prédio do 5º Distrito Policial, localizado no bairro Santa Terezinha. Homens armados metralharam a fachada do Distrito. Ninguém ficou ferido, pois a delegacia já estava fechada. Também em Piracicaba, criminosos atiraram dois coquetéis molotov contra uma agência bancária do Bradesco, na rua Rui Barbosa. Segundo a polícia, um dos coquetéis explodiu e teve início um incêndio que foi controlado rapidamente. O outro artefato não detonou e foi levado para análise. No mesmo período foram incendiados dois ônibus circulares da Viação Paulicéia.Policiais militares da cidade de Sorocaba, interior de São Paulo, detiveram, no início da madrugada, três homens que pertencem à uma quadrilha que promoveu vários ataques na cidade. Com eles, foram apreendidos 10 coquetéis molotov, uma espingarda calibre 12, dois revólveres, dois carros e uma moto. Segundo a polícia, os presos participaram de ataques a quatro ônibus no Jardim Maria Eugênia, Parque Vitória Régia, Jardim Santo André II e Jardim Rodrigo, na quarta-feira. Eles também tentaram incendiar com coquetéis molotov uma agência bancária da Nossa Caixa e um caixa eletrônico do Bradesco, na Vila Angélica.Na região de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, foram registrados entre o final da noite e esta madrugada dez ataques a coletivos, sendo que três em Mogi, quatro em Suzano, dois em Ferraz de Vasconcelos e um em Poá. Em Itaquaquecetuba uma agência de veículos foi atacada e dois veículos foram danificados.CapitalNo final da noite de quarta-feira, o incêndio de um ônibus provocou pânico entre clientes e proprietários de bares na Vila Madalena, na zona oeste. Vila Madalena é um dos principais bairros boêmios da classe média paulistana. Dezenas de bares que costumam ficar aberto até as 5 horas fecharam as portas antes da meia-noite. Segundo testemunhas, um jovem, aparentemente menor de idade, atirou um coquetel molotov contra um ônibus na esquina das ruas Aspicuelta e Fidalga, por volta das 23 horas de quarta-feira. O fogo foi extinto por moradores, antes da chegada dos bombeiros. Foi o que bastou, contudo, para que os freqüentadores dos bares voltassem para casa e os proprietários fechassem as portas. Os comerciantes disseram que não fecharam por medo mas sim porque todos os clientes foram embora.Por volta da 1h15, criminosos jogaram uma granada contra um carro da Polícia Militar. Houve confronto entre PMs e bandidos na altura do nº 1.890 da Avenida Carlos Lacerda, região do Pirajussara, zona oeste da capital, na divisa com Taboão da Serra. Um bandido teria sido morto pelos policiais. Em Vila Formosa, na zona leste, 4 homens foram detidos pela PM portando armas e coletes à prova de balas. Segundo a polícia, o grupo preparava-se para mais um ataque. Na região de São Mateus, também na zona leste, uma agência do Bradesco teve o vidro estilhaçado por um coquetel molotov. Uma base da Guarda Municipal, localizada na Rua José Taciano Flores, no Parque Figueira Grande, região do Jardim Ângela, foi atacada a tiros no início da madrugada. Nenhum guarda ficou ferido, nem houve presos.Um coletivo foi atacado por volta da 0h30 na Rua Alziro Pinheiro Magalhães, no Grajaú, zona sul. Segundo o Corpo de Bombeiros, alguns passageiros conseguiram extinguir as chamas. Não houve feridos.Em São Mateus, na zona leste, uma granada foi jogada por desconhecidos no início da madrugada, contra um posto de combustíveis na Avenida Adélia Chohfi, próximo ao terminal urbano de São Mateus. O artefato não explodiu. O Grupo de Ações Táticas e Especiais (Gate), da Polícia Militar, enviou três equipes ao local para a remoção do explosivo. Foi necessária a interdição da avenida no trecho. Ainda na capital, mas na zona sul, criminosos passaram ao lado da estação Capão Redondo do Metrô e efetuaram vários disparos.

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