ONG apela a Ministério Público contra bancos antimendigo

O mais recente capítulo da polêmica que envolve os novos bancos antimendigo das Praças da República, Sé e D. José Gaspar - os bancos têm barras de ferro como divisórias impossibilitando que uma pessoa se deite - foi uma representação protocolada na tarde de quinta-feira, 22, no Ministério Público pelo presidente da ONG Educa São Paulo, Devanir Amâncio. "Temos que repensar isso, porque a solução para o problema dos moradores de rua não está em projetos de arquitetura e mobiliário urbano que impedem o bem-estar das pessoas", disse Amâncio, que também bateu nos albergues da prefeitura. "São espaços opressores, colocam o sujeito na rua às seis da manhã com chuva ou sol." Já para o secretário de Assistência, Floriano Pesaro, essa história toda parece não fazer muito sentido. "Esse assunto é uma cretinice. As pessoas que dormem nas ruas dormem no chão, em papelão, não é o banco que vai determinar isso", disse o secretário, que ainda questionou: "Por que não perguntam o que está sendo feito de bom? Se ele (Amâncio) quer falar sobre albergues, venha falar comigo". Segundo o secretário, existe todo um discurso político-ideológico por trás disso, "porque é assim que funciona um albergue em qualquer lugar do mundo". "São retirada das ruas pessoas doentes. Os albergues têm psicólogos, pedagogos, assistentes sociais. E isso com uma grande ajuda das ONGs conveniadas."

Agencia Estado,

23 Fevereiro 2007 | 15h49

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.