ONG faz manifestação contra a violência em Copacabana

No sábado, uma nova manifestação vai lembrar as 16 mil vítimas da violência nos últimos dois anos no Rio

Agência Brasil,

09 de dezembro de 2008 | 12h33

Quem passou pela orla de Copacabana nesta terça-feira, 9, pôde ver manequins representando corpos de pessoas enterradas em valas clandestinas e envolvidas por pneus, lembrando as vítimas incineradas vivas pelo tráfico no Rio nos chamados "microondas". Esse foi o ato de protesto da ONG Rio de Paz contra os 9 mil casos de pessoas desaparecidas, sem esclarecimentos, entre janeiro de 2007 e dezembro deste ano.   O presidente da ONG Rio de Paz, Antônio Carlos Costa, disse que nos últimos anos houve um crescimento acelerado no número de pessoas desaparecidas e não há, em contrapartida, uma mobilização social eficiente contra a violência.   "Entre 1964 e 1985, foram registrados 138 casos de desaparecimento de natureza política. De janeiro de 2007 até hoje, 9 mil pessoas desapareceram. Nós não vemos nenhuma mobilização da sociedade e nenhuma pesquisa. Quem está morrendo hoje é gente pobre, fora da escola. Se a classe média estivesse sofrendo nessa mesma extensão, o Rio de Janeiro já teria parado."   Algumas vítimas acabam sendo queimadas dentro de pneus, o que foi representado por ONG na praia   Antônio Carlos estima que cerca de 70% das pessoas desaparecidas estão mortas, porém a organização fará em 2009 uma pesquisa para checar as causas e o número exato de desaparecidos. A manifestação de final de ano da Rio de Paz ocorrerá no sábado, 13, na Paria de Copacabana e lembrará as 16 mil vítimas da violência nos últimos dois anos no Rio de Janeiro.

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