ONG quer mudança na substituição de candidatos

Se o Código Eleitoral já tivesse sido reformado, a candidatura de Weslian Roriz (PSC) ao governo do Distrito Federal poderia não ter ocorrido. Ela passou a concorrer ao cargo nove dias antes da eleição, após o afastamento do seu marido, Joaquim Roriz, em virtude da Lei da Ficha Limpa. Ela seria barrada se já tivesse sido aprovada a proposta do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), ONG que obteve a aprovação da Ficha Limpa.

Moacir Assunção, O Estado de S.Paulo

15 Novembro 2010 | 00h00

Uma das sugestões da ONG prevê que partidos ou coligações só poderão substituir candidatos em caso de morte ou invalidez total 60 dias antes do pleito. "Esse tipo de situação em que candidatos são substituídos a bel-prazer, frustrando a vontade do eleitor que vota em um e elege outro não pode continuar porque representa uma fraude", afirmou o advogado Luciano Santos, membro do MCCE. O movimento também sugeriu que, além do Ministério Público e dos candidatos e partidos, os cidadãos comuns e entidades constituídas possam apresentar à Justiça Eleitoral representação para impugnação de mandato eletivo, de registro de candidatura, de propaganda irregular e de crimes eleitorais.

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