Ong vai acompanhar investigação da morte de Fernando Dutra

Preocupado em garantir credibilidade às investigações sobre a morte do seqüestrador Fernando Dutra Pinto, o secretário de Segurança Pública, Marco Vinicio Petrelluzzi, disse em São Paulo que convidou uma organização não-governamental (ong) para acompanhar os exames necrológico e toxicológico do preso, morto nesta quarta-feira, vítima de infecção generalizada.Laboratórios do Instituto Médico-Legal (IML) e da Secretaria da Saúde vão analisar o material. A ong escolhida é a Comissão Teotônio Vilela. Fundada em 1983 pelo então senador alagoano, a ong atua em presídios e casas de detenção e vai fazer um relatório.Nesta quinta-feira à tarde, a secretaria informou ao Ministério da Justiça que legistas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo repetirão os exames. A repercussão do caso e as suspeitas de que Dutra Pinto poderia ter sido vítima de negligência ou envenenamento levaram Petrelluzzi a tomar tais medidas. ?O corpo não será liberado enquanto os exames não forem encerrados, e as dúvidas, resolvidas.?O secretário nacional de Direitos Humanos, Paulo Sérgio Pinheiro, disse em Brasília que a decisão de fazer uma nova necropsia é ?normal? e não representa dúvida quanto à integridade do IML.Para Petrelluzzi, as investigações sobre o tiroteio no flat em Barueri, em que dois policiais morreram e outro ficou ferido, não serão prejudicadas. ?As versões dele já haviam sido dadas em juízo e à corregedoria.?Ele ainda considerou ?precipitada? a declaração da secretária nacional de Justiça, Elizabeth Süssekind, que disse ser preciso ?investigar se ocorreu morte por encomenda, que beneficiaria quadrilhas de policiais?.?Se ela disse isso, foi precipitada. Quem está no governo deve agir ao saber de alguma coisa?, respondeu Petrelluzzi.O governador Geraldo Alckmin disse, por meio de sua assessoria, que não comentará o assunto e cabe ao secretário de Administração Penitenciária, Nagashi Furukawa, falar sobre a morte.

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