Ongs pedem pressa na votação do Estatuto do Desarmamento

Enquanto o Senado discutia a reforma da Previdência, um grupo de organizações não-governamentais e de mães de vítimas de armas de fogo tentavam convencer os senadores a votar logo Estatuto do Desarmamento. "Não estamos aqui para defender privilégios, mas vidas", disse Antônio Rangel, da ong Viva Rio, na conversa com o senador Edison Lobão (PFL-MA), que preside a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Segundo Rangel, 17 mil pessoas morreram por arma de fogo, somente nos últimos cinco meses. A assessoria do senador César Borges (PFL-BA), relator da matéria na na CCJ, informou que há um acordo para a leitura do projeto nesta quinta-feira na comissão. No encontro com as ongs e as mães das vítimas de armas de fogo, Lobão explicou que a CCJ ainda não havia marcado reunião para a leitura do relatório de Borges por causa da discussão da reforma da Previdência, no plenário do Senado. Para Rangel, falta vontade política para discutir assunto. Ele lembra que recente pesquisa do instituto Census mostrou o apoio de 82% dos entrevistados ao Estatuto do Desarmamento. O grupo de ONGs e mães voltará nesta quinta-feira ao Senado para continuar a campanha "Desarme, a próxima vítima pode ser seu filho".

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