ONGs querem mais debate sobre metas

Em primeira audiência na Câmara, entidades apresentaram propostas

Eduardo Reina, O Estadao de S.Paulo

09 de abril de 2009 | 00h00

Durante a primeira audiência na Câmara Municipal de São Paulo para debater o plano de metas 2009-2012, agora chamado de Agenda 2012, representantes da sociedade civil fizeram dezenas de pedidos para a inclusão de propostas. Houve também repúdio à falta de espaço para participação. A Prefeitura tem de realizar até o fim do mês audiências nas 31 subprefeituras para discutir as 223 propostas incluídas na Agenda 2012. O investimento previsto é de cerca de R$ 20 bilhões. O secretário de Planejamento, Manuelito Magalhães, disse que agora a agenda precisa ser divulgada e debatida, sem pressa. "Não vamos imaginar que partiremos para um projeto de mudança do plano agora. Estamos abertos a discuti-lo. Vamos fazer neste mês a maioria das audiências. Se não der, fica para depois, em maio, junho", afirmou. Na audiência de ontem à tarde, o secretário leu o resumo do plano de metas. Depois, a palavra foi aberta a vereadores e cidadãos. Quase cem pessoas acompanharam os debates e apresentam suas sugestões. Ivan Ribeiro, do Movimento Nova Zona Leste, pediu, por exemplo, investimento em educação e transportes em Ermelino Matarazzo. "Precisamos de transporte de qualidade e também de cursos técnicos, que hoje estão na região central." Dora Lima, da ONG Agenda 21, reivindicou coleta seletiva em todas regiões da cidade. "No papel, as metas são muito bonitas. Precisa se esforçar para que sejam implementadas." O Instituto Sou da Paz propôs a criação de uma ouvidoria e de uma corregedoria na Guarda Civil Metropolitana, entre outros itens ligados à segurança.Mas os debates não transcorreram normalmente. Iniciada com 20 minutos de atraso, a audiência chegou a ser transferida do principal plenário da Casa para uma sala lateral - porque uma sessão extraordinária da Câmara estava marcada para ter início às 17 horas. Alojados os presentes no novo local, a discussão teve continuidade por mais de uma hora."Queremos que a Prefeitura elimine os zeros existentes em várias localidades do município. Há distritos que nem sequer têm uma biblioteca pública. O objetivo do plano de metas também é melhorar os serviços prestados aos cidadãos em todas às áreas", disse Oded Grajew, do Movimento Nossa São Paulo.Morador na zona sul da capital, José Joilson, na União de Moradores de M?Boi Mirim, disse que a expectativa da população com o plano é grande, mas que o programa não pode "se transformar em agenda eleitoral".A Prefeitura, segundo Manuelito Magalhães, fará constantes revisões da agenda até 2012, o que vai possibilitar a inclusão de propostas apresentadas pela sociedade civil organizada e também da administração municipal.FRASESDora LimaONG Agenda 21"No papel, as metas são muito bonitas. Precisa se esforçar para que sejam implementadas"Manuelito MagalhãesSecretário"Não vamos imaginar que partiremos para um projeto de mudança doplano agora. Estamos abertos a discuti-lo"

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