Ônibus continuam em greve no Recife

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) marcou para amanhã de manhã a primeira audiência de conciliação entre motoristas e cobradores em greve e os donos das empresas de transportes urbanos. Caso não haja consenso, a Justiça irá determinar o porcentual de aumento da categoria, que quer 18% de reajuste, contra 5% oferecido pelos patrões. O dissídio coletivo foi instaurado a pedido da classe patronal. No final desta tarde, segundo dia da paralisação, os grevistas ainda não haviam conseguido colocar metade da frota de ônibus da região metropolitana nas ruas, como havia determinado anteontem o TRT. Às 6 horas, somente 12,5% dos 2,6 mil veículos circularam na região. O porcentual foi aumentando aos poucos e chegou a 48% às 16 horas, de acordo com a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU).A explicação para a dificuldade no cumprimento da determinação judicial era a de que os grevistas não tinham informação da decisão e não se apresentaram cedo ao trabalho. Mesmo com parte da frota nas ruas, o usuário enfrentou transtornos e demora para se deslocar no Grande Recife. Todas as 20 empresas de coletivo colocaram veículos em circulação. A Cidade Alta, de Olinda, chegou a recolher os carros, pela manhã, depois que nove deles foram alvo de pedradas e, de acordo com a empresa, três motoristas foram ameaçados. Viaturas da Polícia Militar passaram a dar cobertura aos coletivos. O sindicato dos empregados negou que os grevistas fossem os autores das agressões.

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