Ônibus deixam de circular em Ribeirão Preto após ataque

Mais um ônibus urbano foi incendiado no Parque Avelino Palma, na periferia de Ribeirão Preto, na noite de terça-feira, 18. Depois do ataque, outros coletivos não circularam durante a madrugada desta quarta-feira, 19, e nenhum ônibus deve sair às ruas a partir das 20 horas de hoje até o início da madrugada de quinta-feira, 20. O ato é uma forma de protesto das empresas e dos próprios motoristas e cobradores que estão apavorados. O ônibus, da empresa Turb, foi incendiado em frente a um muro pichado, com frases de protesto que teriam sido escritas por integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Em Sertãozinho, dois carros da polícia foram parcialmente incendiados no pátio de uma delegacia.Por volta das 21 horas da terça-feira, um homem pediu ao motorista que parasse o ônibus e o rendeu com um revólver. Outros dois comparsas entraram depois e obrigaram o motorista e os seis passageiros a descerem do veículo. Em seguida, jogaram gasolina e atearam fogo. O clima ficou tenso no local. O ônibus foi destruído pelas chamas.No muro ao lado, foi pichado um recado do PCC: "Comunicação em aviso: a imprensa antes de julgar aqui o que acontece nos presídios paulista, procurar informar a verdade. Esse governo incompetente, medíocre, é culpado por tudo o que temos a dizer sobre a opressão em geral, os diversos abusos e mau tratos e descaso nas penitenciárias. Não queremos regalia, mas sim tratamento humano. Essa é nossa realidade. (sic)" Essa mensagem teria sido pichada na madrugada de segunda-feira, 17.A polícia investiga o crime e tenta descobrir quem são os autores. Foi o segundo ônibus queimado em poucos dias. O primeiro foi incendiado na noite de quinta-feira, 13, no Jardim Salgado Filho 1. Em Sertãozinho, também por volta das 21 horas de terça, dois veículos da Polícia Civil foram parcialmente incendiados. Eles estavam no pátio da delegacia. O portão foi arrombado e, após jogarem gasolina nos carros, o fogo foi ateado. Não havia ninguém no prédio. Um vigia noturno estava nos arredores, mas nada viu. A polícia investiga o caso, mas julga prematuro associar o ato a uma facção criminosa.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.