Ônibus desgovernado mata mãe, filha e fere 14

Passageiros dizem que motorista teve mal súbito e caiu sobre o volante; após atropelamento, veículo bateu de frente em um prédio e pegou fogo

Elder Ogliari, PORTO ALEGRE, O Estadao de S.Paulo

09 de janeiro de 2009 | 00h00

Um ônibus de transporte urbano desgovernado matou duas pessoas de uma mesma família na faixa de pedestres da esquina da Rua Coronel Vicente com a Avenida Júlio de Castilhos, ontem, em Porto Alegre. Na sequência, o veículo bateu de frente na parede do prédio de um estacionamento e pegou fogo, ficando com a parte interna e suas janelas destruídas. O acidente deixou outras 14 pessoas feridas e provocou congestionamentos em toda a região central da cidade das 10h30 até às 13h, quando a pista foi liberada.O coletivo da empresa Transcal havia saído de um terminal no centro da cidade e estava iniciando a viagem, ainda em baixa velocidade, para Cachoeirinha, na região metropolitana da capital gaúcha. Segundo testemunhas, o desastre teve como causa um mal súbito sofrido pelo motorista Sérgio dos Santos Silva, de 52 anos. Parentes informaram que ele é diabético.Passageiros do ônibus, que não estava lotado, viram o condutor cair sobre a direção antes de o veículo subir um canteiro, derrubar dois coqueiros, avançar para a outra faixa de tráfego no mesmo sentido, seguir derrubando uma cabine telefônica, uma lixeira e um poste de sinalização até atravessar a rua transversal, sobre a faixa de pedestres, e parar no muro do edifício.Mesmo em pânico por causa do fogo que se alastrou rapidamente, os 14 passageiros e o cobrador conseguiram escapar. Alguns ajudaram a remover o motorista. Na rua ficaram os corpos atropelados de Magda Machado Matos, de 45 anos, e de sua filha, Daniela Machado Matos, de 16 anos.Carlos Alberto da Silva Matos, de 47 anos, marido de Magda, foi internado no Hospital de Pronto-Socorro com fraturas nas costelas.Tiago Machado Matos, de 20 anos, filho do casal, sofreu ferimentos leves, mas permanecia no hospital até o início da noite por causa do abalo emocional.O Hospital de Pronto-Socorro atendeu 14 pessoas e liberou nove durante a tarde. Os outros cinco ficaram em atendimento até o final do dia, mas nenhum deles em estado grave.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.